quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Oriente Medio - Petra, parte 2

Petra é sem sombra de dúvidas a principal atração turística da Jordânia. A ocupação da região data de 1200 AC, pelos Edomitas, quando se chamava Edom. Por volta do século 5 AC, foi colonizada pelos Nabateus que estabeleceram ali sua capital, denominada Petra. Sob seu domínio, transformou-se em importante entreposto comercial entre a Arábia e a Síria por estar no eixo entre Aqaba e Damasco.

Entre os anos 63 e 64 AC, os territórios nabateus foram conquistados por Pompeu e anexados ao Império Romano, mas Petra manteve certa autonomia até o ano de 106 quando Trajano a transformou em província sob controle romano. A partir do século 4, quando Constantino funda o Império Bizantino e muda sua capital para Constantinopla, começa o declínio de Petra. Em 363, um terremoto detruiu quase metade da cidade, mas alguns prédios e monumentos foram reconstruídos. Um segundo terremoto em 551, ainda mais forte que o primeiro, destrói praticamente toda a cidade, que não consegue se recuperar por ter perdido interesse econômico devido às mudanças nas rotas comerciais. A cidade permaneceu esquecida pelo ocidente por muitos anos até ser redescoberta pelo explorador suiço Johan Ludwig Burckhardt em 1812. Mais recentemente, serviu de locação para o filme Indiana Jones e a última cruzada. 

Para se explorar todos os monumentos são necessários 2 dias inteiros, no mínimo. Como só tinhamos meio dia para a visita, otimizamos o passeio e ficamos só com o principal. Após comprar o ingresso e passar pela entrada, você deve fazer uma trilha até chegar ao Siq, uma espécie de canyon. No caminho, desde a entrada do parque, já é possível ver alguns monumentos. Os principais são a Tumba de Obeliscos, os blocos Djin (construídos para aprisionar os maus espíritos antes de se entrar na cidade) e a represa (construída para evitar que a água invadisse o Siq e destruísse a cidade). Essa trilha não é muito curta (cerca de 700m) e pode ser feita a cavalo ou de charrete se você preferir. Somente as charretes são permitidas no interior do Siq. Nós escolhemos ir caminhando mesmo.

Tumba de Obeliscos (Obelisk Tomb)

O começo

A entrada do Siq já anuncia o que está por vir, mas é após alguns passos que ele se mostra em toda sua beleza. Uma fenda na rocha com aproximadamente 40m de altura marca o início de mais uma etapa da caminhada que se estende por mais 1km. O visual é único e a incidência da luz em diferentes sentidos vai mudando a coloração da rocha de uma forma indescritível.

Show de cores

Conforme você vai se aproximando do fim desse trecho, a principal atração do parque já começa a aparecer timidamente até que se mostra por completo com toda sua imponência. O Tesouro (ou al-Khazneh, em árabe) é a imagem mais associada a Petra e já vale a viagem. A construção levou esse nome por acreditar-se que a urna localizada no topo continha o tesouro de uma faraó. Pode-se inclusive ver as marcas de balas fruto das tentativas de abri-la para pegar o tesouro.

al-Kahzneh

O outro lado do Siq

A partir daí, já correndo contra o relógio, fomos até o anfiteatro romano e no caminho vimos mais alguns monumentos como algumas cavernas e a Street of Facades, uma sucessao de tumbas uma ao lado da outra que formam um complexo de constuções escavadas na rocha. 

Street of Facades


Street of Facades

Anfiteatro

Precisávamos ir embora e ainda havia muito mais a ser visto, o que não deixa de ser um motivo pra voltar. Quem sabe dessa vez com filhos? 

Petra com filhos. Por que não?

domingo, 25 de setembro de 2011

Oriente Medio - Petra, parte 1

Nossa idéia incial era acordar bem cedo e partirmos em direção a Petra para pegarmos a luz do início do dia que segundo os entendidos deixa ainda mais bonitas as paredes de rocha esculpidas.

Só que não foi bem assim que a coisa aconteceu. Pra encurtar a história, ao pegarmos o carro de manhã, notamos que o GPS nao ligava. A bateria tinha acabado porque o carregador nao estava funcionando. Fomos até a locadora, mas não havia outro GPS disponível. Decidimos então encarar a estrada só com mapinha e algumas indicações. Não dava pra morrer na praia e perder o melhor da viagem. A outra opção seria ir de taxi, o que não combina muito com a gente, além de ser um custo a mais (cerca de JOD 50)

Pé na estrada

Você sabe que está no Oriente Médio quando...


Petra fica numa região chamada Wadi Musa, mais ao norte de Aqaba. Tirando um pequeno desvio na saída da cidade que pegamos por causa de uma obra, o trajeto é muito simples. Paramos num posto de gasolina na para abastecer e não termos que parar na estrada. O combustível é muito barato, cerca de R$ 1,30/litro. A estrada é muito boa (não é preciso alugar um carro tipo off-road), bem sinalizada e sem pedágios. É preciso pegar a estrada 15 e seguir por uns 100km, passando pelo deserto Wadi Rum, até a saída que indica a estrada chamada King’s Way. A partir daí, você percorre mais uns 20km num trajeto mais sinuoso que te obriga a ir mais devagar. Várias placas indicam o caminho até a entrada do parque arqueológico. O trajeto todo dura cerca de 2h.


Na direção certa!


Estacionamos bem perto da entrada do parque. Chegando lá, você deve se dirigir a bilheteria (visitors center) e escolher o seu ingresso dentre algumas opções. Pra começar, visitantes de um dia ou provenientes de algum cruzeiro (dessas excursões tipo bate-e-volta) tem preço diferenciado (JOD 90) daqueles que tiveram ao menos um pernoite na Jordânia. Vale fazer uma conta rápida pois a economia na diária pode não compensar. Se você não é um day-visitor depois é só escolher se quer o ingresso para 1, 2, ou 3 dias (JOD 50, 55 e 60, respectivamente). No site do parque (http://www.petrapark.com) há muitas informaçòes sobre horários, preços e transporte.

Estacionamento na porta


Os detalhes de Petra ficam para o próximo post. Aguarde!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oriente Médio - Aqaba

A Jordânia é uma monarquia de origem árabe e religião muçulmana. A moeda local é o dinar, que quando fomos valia cerca de 30% mais que o dólar americano (JOD 1,00 = USD 1,30). A capital do país é Amman, que não estava incluida no nosso roteiro. Aqaba é uma cidade ao sul da Jordânia e é a única ligação do país com o mar Vermelho. Até a década de 70, era apenas uma vila de pescadores, o que começou a mudar com a construção do porto. Entretanto, foi a criação da Zona Econômica Especial de Aqaba (como a nossa Zona Franca de Manaus) que fez a cidade crescer a altas taxas e atrair grandes investimentos.

 Após pegarmos o carro, fomos direto para o hotel. A parte turística da cidade é bem fácil de entender e o GPS é mais uma segurança do que uma necessidade. A King Hussein Street é paralela a orla e lá ficam a maioria dos hotéis. Bastam algumas voltas pra você logo entender a cidade e dispensar o GPS.

Reservamos a suite panorâmica do Kempinski Hotel Aqaba que fica na beira da praia. (http://www.kempinski.com/en/aqaba/Pages/Welcome.aspx). A diária saiu a USD 372,00 no hotel.com. O hotel é excelente. Ótimo atendimento, vista linda para o golfo de Aqaba, quarto amplo e moderno. O único senão foi o fato de termos que ficar esperando no lobby enquanto o quarto ficava pronto já que havíamos chegado bem adiantado.

Enquanto o quarto não fica pronto...


Snack in a box


Aproveitamos para almoçar no restaurante de frente para a piscina. Eles tem um esquema chamado snack in a box, que vem com entrada, prato principal e sobremesa. Tudo ótimo. Para acompanhar, uma taça de vinho branco. Foi o tempo certo para a mocinha do front desk avisar a gente de que o quarto estava pronto. Além de vários mimos como chocolates e doces árabes, podíamos consumir tudo do minibar à vontade já incluso no preço da diária, claro (em inglês, complimentary minibar). Como uma imagem vale mais que mil palavras, voilá.

O quarto

Chocolates porque, afinal, é Páscoa


À tarde, e finalmente, praia! Muito protetor solar (FPS 70) + chapeu + sombra pra evitar uma queimadura daquelas logo no início da viagem. E mesmo assim já deu pra perder aquele tom de branco consultório.

Piscina e protetor solar


Praia, mar e montanhas


À noite, fomos jantar num restaurante que tinhamos pedido por email para o concierge reservar (recomendável). Chama-se Romero (http://www.romero-jordan.com) e fica dentro do Royal Yatch Club de Aqaba, com uma bela vista para o mar. Pedimos uma mesa ao ar livre, na varanda, para admirarmos o cenário. O cardápio é bem variado e serve pratos pra todos os gostos. Boa comida e bom vinho a ótimos preços. O jantar com vinho saiu USD 40,00/pessoa.



A certa altura, começamos a escutar um som vindo de um alto falante de algum lugar ali perto. Era uma das 5 rezas obrigatórias que os muçulmanos devem fazer durante o dia e que aparentemente todos são obrigados a escutar!

Royal Yatch Club

Depois do jantar, uma voltinha para conhecer a cidade. Até entao, não tinhamos notado muita coisa sobre o comportamento das pessoas. Dentro do hotel, não dá pra perceber bem essas características locais. As hóspedes usam biquinis na praia e não há muito assédio. Já nas ruas fica claro que você não pertence àquele lugar. Todos te olham e em alguns momentos dá até pra se sentir uma celebridade. J

Downtown Aqaba

Não há muito o que ver na cidade. A rua principal que margeia a costa é repleta de grandes hotéis das principais redes do mundo. Entre um e outro, alguns restaurantes e lojinhas onde pode-se comprar artesanato e souvenires. Como no dia seguinte o plano era ir a Petra cedo, não estendemos muito a noite e voltamos para o hotel.




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Oriente Médio - Chegando em Aqaba

Pra começar bem do começo, saímos do Rio para Tel Aviv e fizemos escala em Madrid. A conexão tinha uma diferença de 10 horas, o que nos permitiu sair do aeroporto e ir até a cidade, mas essas dicas vou deixar pro final.

De Madrid pegamos o vôo para Tel Aviv. Por uma conspiração do universo, e sem qualquer motivo aparente, tivemos um upgrade e voamos Business! Chegamos em Tel Aviv já mortos depois de tanto tempo de viagem. Já tinhamos sido avisados de que a imigração e bem rigorosa, o que nos deixou bem apreensivos. Nos fizeram várias perguntas: quanto tempo passaríamos, para quais cidades iríamos, pediram nossos comprovantes de reserva e até perguntaram qual nosso grau de relacionamento. Tivemos ainda que aguardar um supervisor que nos repetiu as mesmas perguntas num ar bem intimidador, mas fomos liberados sem maiores problemas.

Por termos incluido Petra no roteiro depois, acabamos optando por colocá-la no início da viagem e para isso concluimos que o mais facil seria chegar em Tel Aviv e pegar uma conexao para Eilat. Esta é uma cidade ao sul de Israel, beirando o mar Vermelho e onde fica a fronteira mais fácil de se cruzar para a Jordânia. Tivemos que pegar um ônibus para outro terminal, passamos novamente por toda a seguranca isralense e pegamos o voo sem problemas. 


Lost in translation


Chegando em Eilat, pegamos um taxi que nos deixou na fronteira que teríamos que cruzar a pé. Apesar da lingua, do aparato de seguranca e do dinheiro diferente, foi aí que comecei a me dar conta de onde estava. O cenário é digno de um filme. A vegetação é escassa. Não diga a eles que é deserto, isso pra eles é sinônimo de dunas de areia. Aqui, no caso, era tudo meio rochoso, e muito quente.

Aeroporto de Eilat


Tiramos as malas do carro para comecarmos a arrastá-las por cerca de 1km. Logo na entrada , ainda do lado israelense, voce tem um tipo de conteiner com alguns guiches onde passa pela imigracao israelense. É preciso pagar uma taxa e ganhar seu carimbo de saída. Todo o processo dura uns 20min.

Estacionamento da fronteira


A partir daí voce passa por um grande espaço mal asfaltado e sob um sol escaldante até chegar ao lado jordaniano onde acontece mais ou menos o mesmo. Paga-se uma taxa de cerca de USD 30,00, ganha-se o visto e um carimbo de entrada. A primeira cena já deste lado da fronteira foi outra que nos remeteu a filmes tipo Indiana Jones. Uma esteira com Rx caquetica com um policial com os pes para o alto, barbado, fumando e nos dando as orientacoes num ingles carregado de sotaque formaram um cena que jamais esquecerei. Sensacional!

Saindo de Israel


Apesar de toda apreensao, nao tivemos qualquer problema. Entramos na Jordânia por Aqaba e ainda precisávamos ligar para a locadora nos buscar e isso tambem correu numa boa. Alugamos o carro, uma Mitsubishi Pajero com GPS pelo site bookinggroup.com na Thrifty. Saiu 216,00 euros por 2 dias. Chegando la, surpresa: nada de GPS. Ficamos um bom tempo esperando um funcionário ir buscar um aparelho numa outra loja e enfim fomos para o hotel.

Malas a postos. Vamos lá


Amanha falamos sobre nossas impressões da cidade e do hotel.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

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Bjs