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sábado, 22 de outubro de 2011

Jerusalém - Free Tour

Jerusalém é uma cidade intrigante por diversos motivos. Em primeiro lugar, é uma cidade sagrada para 3 das principais religiões do mundo: cristã, judaica e muçulmana. Para cada uma delas, serviu de palco para passagens importantes relatadas nos seus respectivos livros sagrados: Bíblia, Torah e Alcorão. Esse será o primeiro post sobre os tours que fizemos em Jerusalém. Como já falamos antes, é muito recomendável que se faça o passeio pela cidade com guia porque isso irá eriquecer muito mais a viagem.

A história da cidade se mistura com a das religiões que são extremamente complexas e interligadas e seria impossível explicar muitas coisas por aqui. Por isso, falaremos um pouco de História enquanto mostramos fotos e damos algumas dicas, mas sem entrar em muitos detalhes.

O ponto de partida dos passeios guiados é o portão de Jaffa, onde fica o centro de informações turísticas. Chegando lá os guias já se apresentam pra voce e oferecem seus pacotes. Duas empresas disputam mais acirradamente os turistas: a Zion Walking Tours e a New Jerusalem Tours. As duas oferecem um primeiro passeio grátis como se fosse uma introdução a Jerusalém, que eles chamam de Free Tour, e na verdade é uma apresentação do serviço para que você compre os outros passeios (Mount of Olives tour e Holy City tour).

Há passeios em inglês e eles duram cerca de 2 a 2 1/2 horas. Para otimizar, tinhamos que fazer pelo menos dois passeios em um dos dias e acabamos escolhendo o free tour da Zion porque começava um pouco mais cedo e nos daria mais tempo para fazer o tour da tarde. O passeio dá uma boa visão geral da cidade mas esbarramos numa dificuldade que tirou um pouco nossa disposição de seguir o passeio até o fim. O guia tinha um sotaque muito forte e apesar de entendermos bem o inglês tivemos que fazer um certo esforço para entendê-lo. Além disso, encontramos no meio do passeio o grupo que acompanhava a outra empresa e a diferença era gritante. Com isso, decidimos mudar de empresa nos passeios seguintes.

A parte mais antiga de Jerusalém (conhecida como Cidade Antiga, ou Old City) é cercada por um muro e dividida em quatro partes que eles chamam de quarteirões (quarters): Judeu, Armênio, Muçulmano e Cristão.Nesse tour inicial, somos apresentados aos pricipais pontos da Cidade Antiga: o Patriarcado Armênio, o Monte do Templo – onde ficam o Muro das Lamentações e as Mesquitas de Omar e Al-Aqsa – e a Igreja do Santo Sepulcro. Entre um e outro, fomos conhecendo outras construções e aprendemos um pouco sobre a história da cidade.

Jerusalém e seus quarteirões (fonte: Wikitravel)


O quarteirão Armenio é o menor de todos. Em poucos minutos se conhece ele saindo da Torre de Davi, passando pelo Patriarcado Armênio, onde fica a catefral de St. James, indo até o portão de Zion. Olhando para fora do portão de Zion, tivemos a primeira visão do monte das Oliveiras, onde está o cemitério judeu em que se acredita que quem lá está enterrado será julgado primeiro no Juizo Final.

Portão de Zion (Zion's Gate)

Monte das Oliveiras e o cemitério judeu


Chegando ao quarteirão Judeu, vimos o Cardo. São ruinas de uma avenida construída pelos romanos que era ladeada por colunas e cortava a cidade de norte a sul. Mais adiante, a Sinagoga Hurva (ruína, em hebraico) é uma das mais importantes para os judeus, tendo sido destruída por duas vezes. Sua útima reconstruição recupera sua arquitetura do período Otomano e ironicamente lembra muito uma mesquita.

Ruínas do Cardo

Painel com reconstituição do Cardo

Sinagoga Hurva


Enfim, avistamos o monte do Templo (Temple Mount) área sagrada para árabes e judeus pois lá estão o Muro das Lamentações e as Mesquitas de Omar (Domo da Rocha, ou Dome of the Rock) e Al-Aqsa.Ele é uma área a parte e não está dentro de nenhum dos quarteirões. O acesso a essa área é super controlado, com detectores de metal e raio x para bolsas, como numa entrada de aeroporto. Ali, mulheres devem permanecer com os ombros cobertos e alguns xales improvisados sao oferecidos gratuitamente.

Monte do Templo (Temple Mount


Saindo dali, entramos no quarteirão muçulmano e a paisagem mudou radicalmente. É o de maior densidade populacional com ruas estreitas cheias de lojas e vendedores oferecendo produtos pra você e que não deixam dúvidas a respeito da vocação comercial do povo árabe. De modo geral, é fácil se perder dentro da Cidade Antiga, especialmente nas ruelas do quarteirão muçulmano. Imprescindível ir com mapa e muito aconselhável ir acompanhado.

Nessa parte, percorremos a Via Dolorosa, que é a Via Crucis percorrida por Jesus desde a sua condenação por Pilatos até sua crucificação e sepultamento. Tem início na entrada da cidade próxima ao portão Lion no quarteirão muçulmano e termina na Igreja do Santo Sepulcro no quarteirão cristão.


Um dos locais onde Cristo se apoiou

A Via Dolorosa que vemos hoje em dia não é mais a que originalmente Jesus percorreu. Mesmo assim, carrega uma forte energia e não tem como não se tocar com as demonstrações de fé em cada ponto importante da Via, como os locais onde Jesus fraquejou e caiu por estar muito cansado. São 14 no total, todos sinalizados, mas nem sempre muito visíveis, e simbolizam os momentos mais importantes ou dramáticos deste percurso.

Onde Veronica limpou o rosto de Cristo



Local da terceira queda de Jesus


No post sobre o Holy City tour entraremos em mais detalhes sobre os principais pontos religiosos. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Oriente Médio - Mar Morto

O mar Morto pode ser visitado tanto do lado da Jordânia quanto de Israel. Inicialmente, pensamos em ir pela Jordânia para aproveitarmos os excelentes hotéis a ótimos preços. Para tornar nosso itinerário mais racional, tivemos que mudar e decidimos ir pelo lado de Israel. Desse lado, temos duas opçoes: Ein Gedi e Ein Bokek. A primeira, é a mais famosa. Fica mais próxima de Jerusalém, de onde saem várias excursões tipo bate-e-volta que podem ser feitas num dia. Neste ponto do mar Morto, pode-se experimentar a famosa lama que é conhecida por suas propriedades medicinais. Funciona como se fosse uma praia, com alguma infra-estrutura, mas basicamente para se passar o dia.

Ein Bokek, que foi a nossa opção, é uma rua com poucos quilômetros na qual diversos hotéis, resorts e spas se enfileram de frente para a praia. Nosso dia, que começou com todo o atraso para Petra, estava programado para terminar no mar Morto. A idéia era entregar o carro em Aqaba, cruzar novamente a fronteira até Eilat e de lá pegar um outro carro até Ein Bokek (não é possivel cruzar a fronteira com carro alugado). Só houve um porém: o dia em que chegamos a Eilat ainda fazia parte de Pessach, o feriado judaico que coincide com a Páscoa cristã e comemora a libertação dos judeus no Egito por Moisés. Resumindo, conseguimos fazer a reserva do carro, mas na hora H, a locadora (Hertz) estava fechada. A solução foi morrer numa grana para ir de taxi até nosso destino e de lá pensaríamos em como seguir a viagem a Jerusalém.

Perrengues à parte, chegamos ao Oasis Dead Sea Resort and Spa. Não era bem o que estávamos imaginando e de início nos decepcionou bastante. O atendimento não foi nada bom, sem ao menos uma pessoa para carregar nossas malas. Por se tratar de um spa, não é permitido o uso de celulares e não aceitam crianças; a internet wifi é paga e cara.  Como já era tarde, aproveitamos o que talvez tenha sido a melhor coisa do hotel: piscinas aquecidas com água do mar Morto que ficam abertas aos hóspedes até as 22:00h. Nosso primeiro contato com o fenômeno da alta salinidade da água foi mais clean e confortável do que a maioria relata, o que não foi problema algum para nós!





Após a piscina, voltamos para o quarto e eis que da nossa janela avistamos uma loja da Hertz! A única da cidade e talvez em um raio de 200km. Fomos até lá para saber os horários de funcionamento e no dia seguinte de manhã conseguimos o único carro que seria devolvido as 11:00. Nesta noite, demos uma volta pela cidade a pé mas já era tarde quando decidimos pensar em comer alguma coisa e encontramos a maioria dos lugares fechados. A solução foi comprar alguns snacks num mercadinho, voltar para o hotel e descansar.

Ponto mais baixo da Terra

Na frente do hotel


No dia seguinte, depois de resolvermos o problema do carro, aproveitamos a praia e foi à luz do dia que pudemos ver toda a beleza do mar Morto. Como nas pisicinas, não é recomendado mergulhar pois a água muito salgada pode irritar os olhos seriamente. Também é recomendado que não se faça a barba no dia em que se pretende mergulhar porque qualquer ferida irá arder bastante!

A praia



Na verdade, não há muito o que se ver no mar Morto. A opção de dormir por lá foi só mesmo para dar uma quebrada na viagem desde Aqaba. Já satisfeitos com nosso passeio, decidimos seguir para o próximo destino. Antes porém, pra não perdermos tempo, passamos num McDonald’s e conferimos o menu de lá que pra nossa surpresa não saiu nada barato (cerca de ILS 50,00 ou R$ 30,00/pessoa). Depois de comermos nosso McKebab (escolhido com a ajuda de uma atendente brasileira!), pegamos a estrada e fomos rumo a Jerusalém. 

Fast food com sotaque local 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Oriente Medio - Petra, parte 2

Petra é sem sombra de dúvidas a principal atração turística da Jordânia. A ocupação da região data de 1200 AC, pelos Edomitas, quando se chamava Edom. Por volta do século 5 AC, foi colonizada pelos Nabateus que estabeleceram ali sua capital, denominada Petra. Sob seu domínio, transformou-se em importante entreposto comercial entre a Arábia e a Síria por estar no eixo entre Aqaba e Damasco.

Entre os anos 63 e 64 AC, os territórios nabateus foram conquistados por Pompeu e anexados ao Império Romano, mas Petra manteve certa autonomia até o ano de 106 quando Trajano a transformou em província sob controle romano. A partir do século 4, quando Constantino funda o Império Bizantino e muda sua capital para Constantinopla, começa o declínio de Petra. Em 363, um terremoto detruiu quase metade da cidade, mas alguns prédios e monumentos foram reconstruídos. Um segundo terremoto em 551, ainda mais forte que o primeiro, destrói praticamente toda a cidade, que não consegue se recuperar por ter perdido interesse econômico devido às mudanças nas rotas comerciais. A cidade permaneceu esquecida pelo ocidente por muitos anos até ser redescoberta pelo explorador suiço Johan Ludwig Burckhardt em 1812. Mais recentemente, serviu de locação para o filme Indiana Jones e a última cruzada. 

Para se explorar todos os monumentos são necessários 2 dias inteiros, no mínimo. Como só tinhamos meio dia para a visita, otimizamos o passeio e ficamos só com o principal. Após comprar o ingresso e passar pela entrada, você deve fazer uma trilha até chegar ao Siq, uma espécie de canyon. No caminho, desde a entrada do parque, já é possível ver alguns monumentos. Os principais são a Tumba de Obeliscos, os blocos Djin (construídos para aprisionar os maus espíritos antes de se entrar na cidade) e a represa (construída para evitar que a água invadisse o Siq e destruísse a cidade). Essa trilha não é muito curta (cerca de 700m) e pode ser feita a cavalo ou de charrete se você preferir. Somente as charretes são permitidas no interior do Siq. Nós escolhemos ir caminhando mesmo.

Tumba de Obeliscos (Obelisk Tomb)

O começo

A entrada do Siq já anuncia o que está por vir, mas é após alguns passos que ele se mostra em toda sua beleza. Uma fenda na rocha com aproximadamente 40m de altura marca o início de mais uma etapa da caminhada que se estende por mais 1km. O visual é único e a incidência da luz em diferentes sentidos vai mudando a coloração da rocha de uma forma indescritível.

Show de cores

Conforme você vai se aproximando do fim desse trecho, a principal atração do parque já começa a aparecer timidamente até que se mostra por completo com toda sua imponência. O Tesouro (ou al-Khazneh, em árabe) é a imagem mais associada a Petra e já vale a viagem. A construção levou esse nome por acreditar-se que a urna localizada no topo continha o tesouro de uma faraó. Pode-se inclusive ver as marcas de balas fruto das tentativas de abri-la para pegar o tesouro.

al-Kahzneh

O outro lado do Siq

A partir daí, já correndo contra o relógio, fomos até o anfiteatro romano e no caminho vimos mais alguns monumentos como algumas cavernas e a Street of Facades, uma sucessao de tumbas uma ao lado da outra que formam um complexo de constuções escavadas na rocha. 

Street of Facades


Street of Facades

Anfiteatro

Precisávamos ir embora e ainda havia muito mais a ser visto, o que não deixa de ser um motivo pra voltar. Quem sabe dessa vez com filhos? 

Petra com filhos. Por que não?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oriente Médio - Aqaba

A Jordânia é uma monarquia de origem árabe e religião muçulmana. A moeda local é o dinar, que quando fomos valia cerca de 30% mais que o dólar americano (JOD 1,00 = USD 1,30). A capital do país é Amman, que não estava incluida no nosso roteiro. Aqaba é uma cidade ao sul da Jordânia e é a única ligação do país com o mar Vermelho. Até a década de 70, era apenas uma vila de pescadores, o que começou a mudar com a construção do porto. Entretanto, foi a criação da Zona Econômica Especial de Aqaba (como a nossa Zona Franca de Manaus) que fez a cidade crescer a altas taxas e atrair grandes investimentos.

 Após pegarmos o carro, fomos direto para o hotel. A parte turística da cidade é bem fácil de entender e o GPS é mais uma segurança do que uma necessidade. A King Hussein Street é paralela a orla e lá ficam a maioria dos hotéis. Bastam algumas voltas pra você logo entender a cidade e dispensar o GPS.

Reservamos a suite panorâmica do Kempinski Hotel Aqaba que fica na beira da praia. (http://www.kempinski.com/en/aqaba/Pages/Welcome.aspx). A diária saiu a USD 372,00 no hotel.com. O hotel é excelente. Ótimo atendimento, vista linda para o golfo de Aqaba, quarto amplo e moderno. O único senão foi o fato de termos que ficar esperando no lobby enquanto o quarto ficava pronto já que havíamos chegado bem adiantado.

Enquanto o quarto não fica pronto...


Snack in a box


Aproveitamos para almoçar no restaurante de frente para a piscina. Eles tem um esquema chamado snack in a box, que vem com entrada, prato principal e sobremesa. Tudo ótimo. Para acompanhar, uma taça de vinho branco. Foi o tempo certo para a mocinha do front desk avisar a gente de que o quarto estava pronto. Além de vários mimos como chocolates e doces árabes, podíamos consumir tudo do minibar à vontade já incluso no preço da diária, claro (em inglês, complimentary minibar). Como uma imagem vale mais que mil palavras, voilá.

O quarto

Chocolates porque, afinal, é Páscoa


À tarde, e finalmente, praia! Muito protetor solar (FPS 70) + chapeu + sombra pra evitar uma queimadura daquelas logo no início da viagem. E mesmo assim já deu pra perder aquele tom de branco consultório.

Piscina e protetor solar


Praia, mar e montanhas


À noite, fomos jantar num restaurante que tinhamos pedido por email para o concierge reservar (recomendável). Chama-se Romero (http://www.romero-jordan.com) e fica dentro do Royal Yatch Club de Aqaba, com uma bela vista para o mar. Pedimos uma mesa ao ar livre, na varanda, para admirarmos o cenário. O cardápio é bem variado e serve pratos pra todos os gostos. Boa comida e bom vinho a ótimos preços. O jantar com vinho saiu USD 40,00/pessoa.



A certa altura, começamos a escutar um som vindo de um alto falante de algum lugar ali perto. Era uma das 5 rezas obrigatórias que os muçulmanos devem fazer durante o dia e que aparentemente todos são obrigados a escutar!

Royal Yatch Club

Depois do jantar, uma voltinha para conhecer a cidade. Até entao, não tinhamos notado muita coisa sobre o comportamento das pessoas. Dentro do hotel, não dá pra perceber bem essas características locais. As hóspedes usam biquinis na praia e não há muito assédio. Já nas ruas fica claro que você não pertence àquele lugar. Todos te olham e em alguns momentos dá até pra se sentir uma celebridade. J

Downtown Aqaba

Não há muito o que ver na cidade. A rua principal que margeia a costa é repleta de grandes hotéis das principais redes do mundo. Entre um e outro, alguns restaurantes e lojinhas onde pode-se comprar artesanato e souvenires. Como no dia seguinte o plano era ir a Petra cedo, não estendemos muito a noite e voltamos para o hotel.




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Oriente Médio - Chegando em Aqaba

Pra começar bem do começo, saímos do Rio para Tel Aviv e fizemos escala em Madrid. A conexão tinha uma diferença de 10 horas, o que nos permitiu sair do aeroporto e ir até a cidade, mas essas dicas vou deixar pro final.

De Madrid pegamos o vôo para Tel Aviv. Por uma conspiração do universo, e sem qualquer motivo aparente, tivemos um upgrade e voamos Business! Chegamos em Tel Aviv já mortos depois de tanto tempo de viagem. Já tinhamos sido avisados de que a imigração e bem rigorosa, o que nos deixou bem apreensivos. Nos fizeram várias perguntas: quanto tempo passaríamos, para quais cidades iríamos, pediram nossos comprovantes de reserva e até perguntaram qual nosso grau de relacionamento. Tivemos ainda que aguardar um supervisor que nos repetiu as mesmas perguntas num ar bem intimidador, mas fomos liberados sem maiores problemas.

Por termos incluido Petra no roteiro depois, acabamos optando por colocá-la no início da viagem e para isso concluimos que o mais facil seria chegar em Tel Aviv e pegar uma conexao para Eilat. Esta é uma cidade ao sul de Israel, beirando o mar Vermelho e onde fica a fronteira mais fácil de se cruzar para a Jordânia. Tivemos que pegar um ônibus para outro terminal, passamos novamente por toda a seguranca isralense e pegamos o voo sem problemas. 


Lost in translation


Chegando em Eilat, pegamos um taxi que nos deixou na fronteira que teríamos que cruzar a pé. Apesar da lingua, do aparato de seguranca e do dinheiro diferente, foi aí que comecei a me dar conta de onde estava. O cenário é digno de um filme. A vegetação é escassa. Não diga a eles que é deserto, isso pra eles é sinônimo de dunas de areia. Aqui, no caso, era tudo meio rochoso, e muito quente.

Aeroporto de Eilat


Tiramos as malas do carro para comecarmos a arrastá-las por cerca de 1km. Logo na entrada , ainda do lado israelense, voce tem um tipo de conteiner com alguns guiches onde passa pela imigracao israelense. É preciso pagar uma taxa e ganhar seu carimbo de saída. Todo o processo dura uns 20min.

Estacionamento da fronteira


A partir daí voce passa por um grande espaço mal asfaltado e sob um sol escaldante até chegar ao lado jordaniano onde acontece mais ou menos o mesmo. Paga-se uma taxa de cerca de USD 30,00, ganha-se o visto e um carimbo de entrada. A primeira cena já deste lado da fronteira foi outra que nos remeteu a filmes tipo Indiana Jones. Uma esteira com Rx caquetica com um policial com os pes para o alto, barbado, fumando e nos dando as orientacoes num ingles carregado de sotaque formaram um cena que jamais esquecerei. Sensacional!

Saindo de Israel


Apesar de toda apreensao, nao tivemos qualquer problema. Entramos na Jordânia por Aqaba e ainda precisávamos ligar para a locadora nos buscar e isso tambem correu numa boa. Alugamos o carro, uma Mitsubishi Pajero com GPS pelo site bookinggroup.com na Thrifty. Saiu 216,00 euros por 2 dias. Chegando la, surpresa: nada de GPS. Ficamos um bom tempo esperando um funcionário ir buscar um aparelho numa outra loja e enfim fomos para o hotel.

Malas a postos. Vamos lá


Amanha falamos sobre nossas impressões da cidade e do hotel.

sábado, 21 de maio de 2011

Oriente Médio - o inicio de tudo

Como tudo começou?
Esta é uma pergunta bem normal, e que se mostrou corriqueira assim que falávamos qual seria o nosso próximo destino. A resposta é simples: tudo começou pelo Egito. Desde criança, motivada por filmes e lendas, sempre quis conhecer o Egito!!!
Talvez por esta ter sido a motivação inicial a pergunta - por que vc decidiu visitar o Egito- vinda da guia do Egito, tenha me incomodado tanto. Como assim? A guia de lá me perguntando porquê? Ela deveria saber melhor do que eu, mas depois tecerei comentários específicos sobre esta guia...rs
O pontapé inicial foi o Egito, Israel e Jordânia vieram depois, pois fazem fronteira com o Egito e têm, respectivamente, lugares sagrados e Petra.
 A ordem correta desta viagem seria: 

Passo 1 - Israel: Chegada em Tel Aviv (passando 3 dias), ir de táxi para Jerusalém (lá não se precisa de carro) passar 4 dias, alugar um carro e dirigir beirando o mar morto até Eilat, onde se entrega o carro e pega um táxi até a fronteira com a Jordânia

Passo 2- Jordânia: Passar uma noite em Aqaba, aproveitando o Mar Vermelho a preços em conta. Alugar um carro e ir para Petra passar o dia, subir até o Mar Morto (passar uma noite lá), dirigir até Amman e de lá voar para Sharm - el - Sheikh (Egito).

Passo 3 - Egito: de Sharm-el-Seikh, ir para Dahab (1 hora de carro) e passar 5 dias. De Dahab para Luxor, passando 3 dias, depois Cairo mais 3 dias e por último 2 dias em Alexandria.

Apesar de ser o roteiro mais lógico, não foi o que fizemos...
Como tiramos algumas pernas internas de milha, a ordem ficou meio confusa, mas foi uma questão de economia. Poderíamos ter começado por Israel, mas como era Páscoa, decidimos ir primeiro para a Jordânia. Isso sim, foi boa idéia.
Como ficamos tempo suficiente em cada lugar, apesar de não ser o ideal, nosso itinerário não ficou cansativo.

O que Fizemos?
Rio - Tel Aviv - Eilat - Aqaba- Petra - Mar Morto (Israel) - Jerusalem - a partir daí fizemos o citado anteriormente.
Mar morto em Israel, com Jordânia ao fundo.

Fomos num voo da Iberia, Rio-Madrid-Tel Aviv e na volta Cairo - Madrid- Tel Aviv. Para as pernas internas, as principais linhas aéreas são: Royal Jordanian (Jordania), El Al (Israel) e Egyptair (Egito). 
A El Al e a Royal Jordanian são parceiras da American Airlines e da Iberia, a Egyptiar é prceira da TAM, por isso pudemos tirar por milhas. No entanto, as parceiras só tem direito a uma vaga de economica e outra de executiva. Ou seja, tivemos que ir separados: a princesa e o plebeu...rs

A principal desvantagem disso foi que o Mar Morto pelo lado da Jordânia tem hotéis bem mais baratos e é menos explorado. Outro ponto ruim foi que tivemos que atravessar a fronteira a pé e cheio de malas duas vezes, o que seria evitado se tivéssemos voado inicialmente para a Jordânia. Além disso, não há voos diretos para Sharm-el-Sheikh de Tel Aviv, então tivemos que voar para Amman para de lá ir para Sharm-el- Sheikh.

Esta foi sem dúvida a viagem mais difícil que já planejei, por isso vou fazer relatos de cada país e suas cidades para facilitar quem queira viajar para lá, pois acho que tenho alguma experiência em organização de viagem, e mesmo assim foi difícil descobrir atalhos e conseguir alguns serviços.
Apesar de ter sido difícil no início, foi a melhor e mais diferente das viagens. Exótica, romântica e chique, coisas difíceis de reunir numa viagem, o que fez dela a melhor das melhores!!!

Cabe aqui um adendo, talvez a dificuldade tenha sido maior pelo momento: tiramos as passagens dia 29 de dezembro de 2010, e em janeiro estourou a revolução no Egito.