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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dicas de Paris - Parte II (Tour em Champagne)


























Continuando o post, nos optamos por visitar a Moet Chandon e a Veuve Cliquot. A primeira por que foi a responsavel pela criacao da bebida e a segunda por que era a que eu mais gostava, e ainda descobri a historia da viuva Cliquot, que e o maximo.


A descoberta foi por acaso, Dom Pérignon (patriarca da Moet Chandon) havia esquecido algumas garrafas de vinho com resíduos de açúcar e, quando viu que elas estavam estourando, provou o vinho e alardeou :" Venham rápido, estou bebendo estrelas!" - estava criada uma das bebidas mais fashion. Por isso a champagne vintage da Moet chama-se Dom Perignon.


Vintage? Isso! O champanhe cuvée ou vintage significa que ele foi produzido com uvas especiais de um ano especialmente bom o que lhe dá uma característica especial sobre os demais champanhes: a estampa do ano (safra) no rotulo. Por essa razão é que não existem champagnes vintage todos os anos como acontece com os vinhos não efervescentes. A maioria dos champanhes, por outro lado, são produzidos por uma mistura de uvas colhidas em anos diferentes. A ultima vintage da Moet foi em 2000, para vcs terem uma ideia. E por isso que e caro!!!


A grande vantagem da Veuve Clicquot e que vc pode experimentar a vintage deles, que em homenagem a sua matriarca se chama La Grand Dame. O melhor de tudo foi descobrir a historia da Mme. Cliquot. Aqui vai um resumo de acordo com a revista epoca


Casada com um promissor fabricante de vinhos, a vida da francesa Barbe-Nicole Clicquot estaria confinada entre a sala de estar e a cozinha – como ocorria com a maioria das mulheres no início do século 19. Mas uma repentina febre tifoide atacou o marido, que morreu em 15 dias. Ela tinha apenas 27 anos.
Sem nenhuma educação formal para negócios, mas com uma filha para criar, Barbe-Nicole decidiu assumir a vinícola familiar e defendê-la como um buldogue. “Ela inclusive se parecia com um”, diz Tilar Mazzeo, autora do recém-lançado A Viúva Clicquot, livro que relata a história de como a francesa foi responsável pelo sucesso do champanhe Veuve Clicquot. “Poucos tinham esperança de que ela conseguiria um segundo marido. Por isso, quando quis assumir os negócios, não encontrou oposição”, diz Tilar.
Seus vinhos suaves e borbulhantes caíram nas graças dos soldados estrangeiros que lutavam na França. Ao regressarem a seus países de origem, ajudaram a criar a fama da bebida, que se espalhou pela Europa. Logo Barbe-Nicole tornou-se uma das mulheres mais influentes e ricas da época. Segundo Tilar, a fundadora do império Clicquot foi uma mulher vanguardista, que colocou em prática lições que hoje fazem parte da cartilha do mundo dos negócios, como tornar um produto o representante de sua categoria. Durante muito tempo, pedir por “uma garrafa de viúva” foi sinônimo de pedir champanhe. Essa alcunha de viúva, aliás, correspondeu à vida real. Barbe-Nicole morreu aos 89 anos sem jamais voltar a se casar.


Com uma grande intuição, Madame Clicquot criou em 1816 a primeira tábua de revirar, permitindo inclinar as garrafas de modo a deslocar os detrimentos de cada uma – chamado methode champenoise . Finalmente com sua champagne perfeitamente límpida, tornou-se um vinho ainda mais nobre, poi santigamente ele nao era branco, era meio acinzentado. Com o tempo outros produtores em champagne acabaram introduzindo a criação de Madame Clicquot em seus processos. Ela tambem foi a responsavel pela criacao do champagne rosado (rose).


Segundo o guia de la ela foi a unica a conseguir furar o bloqueio continental de Napoleao e vender para a Inglaterra. O que e bem engracado, pois o guia da Moet Chandon comentou que Napoleao era amigo pessoal da familia Moet Chandon e sempre se abastecia de suas champagnes para coemmorar vitorias ou amenizar derrotas, como afirma em sua conhecida frase - "Nas vitórias é merecido, nas derrotas, necessário".


Alguem discorda?


A Cliquot continua inovando, como vimos na visita. A casa convidou ninguém mais ninguém menos que Karim Rashid, que criou o Love Seat, uma poltrona para degustar a bebida a dois. Fashion como a bebida!




ps. nas fotos o equipamento inovador da viuva e a cadeira Love seat

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dicas de Paris - Parte I (Champagne)



















Este post vem corrigir uma idiossincrasia do blog: começando por NY e com uma foto de Paris no topo. Na verdade, esta contradição me define, não sei o que amo mais: Paris ou NYC.




A idéia do blog foi do meu maridinho lindo, mas confesso que estou totalmente encantada! De início pensei blog: pra que? Ah... Para ajudar as pessoas (visão altruísta!), mas acabei de encontrar a visão "selfish", tão deliciosa quanto a anterior, escrever me faz lembrar de todas as vigens e dos momentos lá vividos. E mais uma vez, como meu marido diz, nas viagens somos as melhores versões de nós mesmos, talvez por isso seja tão especial e viciante.




Bom, mas vamos direto ao ponto: Paris.


Resolvi começar pela região de champagne, que é uma opção de viagem curta, um dia, e infinitamente melhor que Versailles e não tão complicada quanto Monte Saint Michel.




Muita gente não sabe a diferença de Champagne, Prosecco, Espumante, Cava, Frisante e demais bebidas gasosas. A diferença entre eles é o tipo de uva, a região produzida (terroir- solo, clima e interação do homem) e o tipo de gaseificação. Bom, do início:




Espumante: A elaboração de um espumante consiste em um processo bastante interessante de transformação do açúcar da uva em álcool e gás carbônico, ou seja, a fermentação alcoólica. O que difere o espumante de um vinho normal, chamado tecnicamente de vinho tranquilo, é que este último realiza apenas uma fermentação enquanto o espumante faz duas. A primeira fermentação resulta em um vinho tranquilo e a segunda tem como principal função a formação das refrescantes borbulhas – ou perlage.



Champagne: Só pode utilizar este nome a bebida produzida na região de Champagne, na França e com fermentação pelo método tradicional ou Champenoise, onde a segunda fermentação ocorre dentro das próprias garrafas. Utilizam uma mistura de três uvas: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay.




Prosecco: A bebida é feita com uma única uva, a Prosecco, por isso o nome. Prosecco (em esloveno Prosek) é uma casta de uva da família da Vitis vinifera, originária da região do Veneto, Itália. Apenas duas regiões tem direito a denominação de origem controlada as vilas de Valdobiadenne e Conegliano. O método de confecção é pelo método Charmat, em que a segunda fermentação é feita em tanques de aço pressurizados (autoclaves). Os melhores e mais fáceis de achar aqui são os de Valdobiadenne.


O restante dos vinhos com borbulhas podem ganhar diversas denominações, como Cava, produzido na Espanha; Asti, feito na Itália e podem ser considerados espumantes ou frisantes, dependendo da pressão da garrafa (a do frisante costuma ser menor). Vinho frisante ou gaseificado é uma classificação de vinho de mesa dada às bebidas com gaseificação.


Viu? Viajar é cultura! Eu aprendi essas diferenças na França, nos deliciosos tours guiados na Veuve Clicquot e na Moet Chandon. Como fazer?


Quando estiver em Paris não deixe de dar uma esticadinha à região de Champagne, principalmente Reims e Epernay.


Reims (reims-tourisme.com)
Capital da região da (e do) Champagne, primeira estação importante na nova linha do TGV (trem espresso), a apenas 45 minutos de viagem.


Épernay (ot-epernay.fr)


A outra “capital” da Champagne – sede da Moët & Chandon (moet.com ) — não tem TGV,fica a 1h20min. de viagem.


Fomos primeiro para Épernay, começamos nossa viagem saindo de Paris (Gare de L`Est) as 08:35h, chegando em Epernay as 09:55h.
É primeiro horário (ter 39105- número trem) custou 38.80 E para os dois. Vc compra pelo site (sncf-voyages.com). Chegando à estação de Epernay vai-se andando até a Moet&Chandon (mais ou menos uns 15 minutos a pé), é só pegar o mapa no site.


Na Moet & Chandon, nós reservamos a visita pelo site, mas como chegamos lá antes do marcado, eles nos encaixaram na visita guiada mais perto do horário. Lá tem visitas guiadas em português, mas as em inglês e em espanhol tem mais opção de data e horário. Manda um email para lá para saber a programação e os horários. Ainda que esteja calor, leve um casaco, pois nas caves a temperatura é constante, entre 10-12 graus.


Saímos de Epernay para Reims no Ter 38317 que parte às 13.28h e chega a Reims às 13.51h (custou 11.40 e para os dois). Estávamos morrendo de fome, por isso almoçamos em Epernay e quase perdemos o trem para Reims. O melhor é almoçar em Reims. Apesar de termos comido bem lá, Reims tem mais coisa para ver e tem restaurantes melhores. Por isso o melhor é aproveitar mais Reims, fazer a visita da Veuve Clicquot o mais tarde possível.
As visitas guiadas, que duram entre uma hora e meia e duas horas, partem sempre que chegam pessoas suficientes para compor um grupo.


Na Veuve Cliquot (http://www.veuve-clicquot.com/index.asp) elas acontecem de 2a. a sábado das 10h às 18h (de novembro a março, de 2a. a 6a.). Também fizemos a reserva pelo site. Lá tivemos a opção de experimentar uma champagne vintage (a grand dame) e fizemos! A Moet Chandon não dá essa opção.


Mas antes de chegar na Veuve Clicquot, tem muita coisa para ver. A cidade foi desfigurada pela 2a. Guerra, mas conseguiu conservar seus dois tesouros mais valiosos: a Catedral de Notre-Dame, onde 25 reis franceses foram coroados, e o vizinho Palácio do Tau, onde aconteciam as festas de coroação. Até lá, vai-se andando da estação, é só seguir o mapa. Ao lado delas há o centro de informações turísticas, onde vc pega uma folha com as linhas de ônibus. Tem que pegar um ônibus até a veuve clicquot.


Ainda no centro, um lugar famosinho, bom, bonito e barato onde vcs podem almoçar é o Café du Palais (http://www.cafedupalais.fr/Francais/gallerie/gallerie.htm), em frente ao Palácio de Justiça, que serve comida de bistrô.


Depois vc pega a linha F do ônibus com direção a farman, até o Droits de L`Homme (não funciona domingo) ou a linha A em direção de Hôpitaux, até St Timothée. Estas são as estações para a Veuve. Quando vc descer, terá que andar um pouquinho, mas passará pela basílica de Saint Remi, linda, linda. Nós pegamos a linha A. É super fácil, das informações turísticas eles já te explicam como chegar ao ponto mais perto (prox ao Mc Donalds). Em cada ponto existe uma tabela com a hora exata em que cada linha passa naquele local, tipo: 11.53h. E o pior, passa mesmo!!! Voltando da Veuve na linha A, já fomos direto para a estação de trem. Ah!!! Lembrei, assim como o metro de Paris, vc tb tem que abrir a porta do ônibus pelo botão. Perdemos o ponto da estação por causa disso e tivemos que andar bastante.. RS
Queríamos ter ficado mais tempo em Reims, mas como tínhamos o jantar marcado na torre Eiffel para 20.30h, tivemos que voltar no Ter (40526) que saía as 17.50h de Reims para Champagne Ardenne (uma estação do TGV), e de lá o TGV (02784) que saía as 18.19h e chegava as 19h em Paris. Custou 34.20 E para os dois. O melhor é pegar o TGV 2762, que sai de Reims as 20.15h e chega em Paris as 21h, assim da para aproveitar mais Reims.
O total de trem foi de 84.40E, e de visitas a Moet Chandon e Veuve Clicquot tb deu 80E, para os dois.


No próximo post visita à Moet Chandon e Veuve Cliquot.