domingo, 27 de novembro de 2011

Tel Aviv - Parte 1

A última etapa da viagem por Israel foi Tel Aviv. Saímos de Jerusalém de carro depois do almoço e a viagem foi bem fácil e rápida. Tem muita sinalizaçao e pegar a estrada na direção certa não teve mistério algum.

Ficamos no Brown Hotel (site), bem localizado e perto do charmoso bairro Neve Tsedek e do Boulevard Rothschild, avenida de bares e restaurantes. O hotel é novo, moderno, com um rooftop para relaxar e uma mesa permanente de café, capuccino e petit fours deliciosos na recepção.

A idéia inicial era irmos ao Social Club (Blvd. Rothschild, 45), um bar badalado que escolhemos pela Time Out. Quando decidimos sair todos os lugares mais legais estavam com muita fila ou precisavam de reserva. Acabamos comendo no Moses (Blvd. Rothschild, 35), um chain restaurant local. Comida boa, mas nada demais. 

Moses

O hotel oferecia o café da manha em alguns restaurantes que ficam por perto. Escolhemos o Nana Bar (site), que fica em Neve Tsedek e foi ótimo. Para não termos que pagar mais estacionamento e diárias de aluguel desnecessárias, resolvemos devolver o carro.

Nana Bar

De lá, fomos ao Museu do Povo Judeu (Beit Hatfutsot)site - que conta os 2000 anos da história da dispersão do povo judeu pelo mundo. O museu fica no campus da Universidade de Tel Aviv. O acesso não é muito fácil. Na ida, pegamos um taxi (entrada pelo portão n. 2 do campus - ou portão Malatia) e na volta conseguimos pegar um ônibus (linhas 24, 25 ou 27) que nos deixou na praia e aproveitamos para dar uma caminhada pela orla. 

Promenade

Promenade

O museu é muito emocionante. O único problema foi que não nos lembramos que era sexta-feira, quando começa o shabat. Este é o dia semanal de descanso no judaísmo que tem começo no por-do-sol de sexta-feira e vai até o por-do-sol de sábado. Era quase meio-dia quando chegamos (perto da hora de fechar) e nossa visita acabou sendo um pouco corrida. Mas valeu muito a pena.




Entrada do Museu

Torah

Neste dia resolvemos dar um tempo de comidas muito típicas. Almoçamos num restaurante italiano chamado Allora (Blvd. Rothschild, 60) onde a comida é ótima e o atendimento muito bom e super informal. Lá, brincando com o fato de não haver cheeseburger em Israel por causa das regras da cozinha kosher (não se pode misturar carne e derivados de leite) pegamos a indicação de uma hamburgueria chamada Wolfnights (Yehuda Macabi, 53).


Descansando no rooftop do hotel

sábado, 26 de novembro de 2011

As Cores de Jerusalém


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Jerusalém - Holy City Tour

Por Gustavo Bonelli

No útlimo dia em Jerusalém, fizemos o Holy City Tour. Nesse tour, vemos com mais detalhes os principais pontos sagrados de Jerusalém: a Igreja do Santo Sepulcro, o Muro das Lamentações e as Mesquitas de Omar (Domo da Rocha) e al-Aqsa.

A primeira parada foi na Igreja do Santo Sepulcro. Esta Igreja foi constuída sobre o local onde teriam ocorrido a crucificação e o sepultamento de Jesus. A Igreja tem sua administração compartilhada por seis religiões cristãs, cada uma tendo um espaço proporcional ao seu tamanho e importância. As três principais são a Grega Ortodoxa, Católica e Armênia. Além destas, temos a Copta, Síria e Etíope.

Entrada da Igreja do Santo Sepulcro

Seguindo a ordem dos fatos, você deve começar a visita subindo uma escada que fica logo à sua direita quando você entra. Ali, protegida por um vidro blindado, fica a rocha onde foi fincada a cruz na qual Jesus foi crucificado. É possível passar a mão na rocha agachando embaixo de um altar onde há uma abertura que dá acesso a ela.

O altar sobre a rocha

Abertura para tocar a pedra

Descendo a escada do outro lado do altar, chega-se à pedra em que Jesus teria sido limpo e preparado para ser sepultado. Nesta pedra, que muitos acreditam ter poderes milagrosos, muitas pessoas colocam terços, roupas e até mesmo bebês para que eles sejam abençoados.

Pedra onde Jesus foi preparado para ser sepultado



Encerrado por uma “caixa”ornada com diversos simbolos cristãos, fica o túmulo onde Jesus teria sido sepultado. Ali você deve entrar numa fila e ter uma boa dose de paciência. A visita ao túmulo é rápida. Quase cronometrada. E nao tem como ser diferente pois senão duraria uma eternidade. Mesmo com toda essa organização e sabendo que talvez os fatos não tenham acontecido exatamente naqueles locais, não dá pra deixar de se emocionar se você tem alguma crença, qualquer que seja.

Túmulo de Jesus

Dali, após uma parada para o almoço, seguimos para o Monte do Templo. Mais uma vez passamos por todo o esquema de segurança e subimos uma rampa de madeira que parece até um pouco improvisada até chegarmos à parte muçulmana do Monte.

Parênteses. O conflito entre árabes e judeus para nós às vezes parece incompreensível mas quando você conhece um pouco da história, começa a entender que não só o problema é muito antigo, como vai ser muito difícil de resolver. Pra ficar só no que diz respeito ao tour, o Monte do Templo foi onde o rei Salomão construiu o Primeiro Templo a mando de Deus, que foi destruído por Nabucodonosor – rei da Babilônia. No mesmo local do templo de Salomão, Davi construiu o Segundo Templo que foi destruído pelos romanos sob o comando de Tito. O que resta hoje do Segundo Templo ficou conhecido como o Muro das Lamentações.

Homens de um lado, mulheres do outro


Homens devem usar um quipá


Exatamente no mesmo local onde ficava localizado o Segundo Templo, os muçulmanos acreditam que ocorreu o milagre conhecido como Isra e Mi'raj. Enquanto Maomé rezava em Meca, o Arcanjo Gabriel aparece para trazê-lo o Al-Buraq, que irá levá-lo até a mesquita distante (Al-Aqsa). Dali, Maomé segue até uma escada que sobe ao céu e dessa forma recebe a ordem de Deus para que ele diga ao povo que deverá rezar 5 vezes ao dia. Assim, baseados nesses relatos, os muçulmanos construíram sobre o Monte do Templo duas mesquitas. O Domo da Rocha, certamente a construção mais bonita de toda a cidade, foi construído sobre a rocha de onde subia a escada que levou Maomé ao céu, segundo as escrituras bem no local do Segundo Templo. A mesquita Al-Aqsa fica sobre o ponto onde o Al-Buraq desceu com Maomé. Tirem suas próprias conclusões.

Mesquita Al-Aqsa


Domo da Rocha


Seguimos para o último local sagrado do tour. Passando pelo portão de Zion, que fica voltado para o Monte Zion, seguimos até a sala onde teria ocorrido a Última Ceia. Mais um local onde os muçulmanos deixaram marcada a sua passagem, com direito a uma mirhab que indica a direção de Meca.


Mihrab


A história de Jerusalém pode ser contada de várias formas através das escrituras das religiões. Mas como tudo aquilo que vem do homem, as religiões não são perfeitas. Mais do que descobrir quem está certo, visitar Jerusalém nos abre a possibilidade de conhecer um pouco mais e entender as histórias por trás da História.