segunda-feira, 30 de maio de 2011

Paris por Joe - 4º e último dia

Ópera Garnier

Como dizem os franceses: Je suis désolé (sinto muito), mas é nosso último dia em Paris, e hoje os convido a vivenciar mais a vida desse povo, que, apesar de tudo que passou ao longo dos séculos, com suas revoluções, guerras mundiais e tantos outros problemas, vive se reinventando a todo momento, dando-no a impressão de que está sempre de bem com a vida; um povo que eterniza a imagem do bon vivant.
                A imagem que temos do francês, mesmo antes de conhecê-lo, é a daquele sujeito com uma pequena boina, geralmente de camisa listrada, trazendo uma baguete debaixo do braço e ah!... guiando sua bicicleta próximo da Torre Eiffel. Pois bem, com exceção da boina e da camisa listrada, é isso mesmo, eles adoram pedalar pela cidade, geralmente no início da manhã ou no fim da tarde, voltando para casa com sua deliciosa baguete para o jantar.
                Hoje vamos viver um dia de francês, mas, pela manhã, ainda cumpriremos nossa última agenda turística: vamos direto para um monumento que, na minha opinião, é um dos mais belos de Paris, a Ópera Garnier. Um fato que me chama a atenção quando falo da Ópera Garnier é que, geralmente, as óperas são extremamente dramáticas e trágicas, pois bem, o que levou à construção da Ópera Garnier permeou-se tanto de drama quanto de trágico.
                Paris sempre foi palco de atentados contra reis, imperadores, presidentes e similares. Não havia de ser diferente com Napoleão III, tendo ele sofrido cerca de dez atentados. Felici Orsini, um radical italiano que considerava Napoleão III um empecilho para a unificação da Itália, jogou três bombas contra o imperador quando ele saía do antigo prédio da Ópera, na estreita e movimentada Rue Le Peletier (9éme). Napoleão saiu muito abalado, mas ileso, sorte que não tiveram oito transeuntes que morreram no atentado e mais de cem que ficaram feridos. O ato de Orsini acelerou também os planos de Haussmann de transferir o teatro da ópera para um local novo, menos movimentado. Quando da construção da atual Ópera Garnier, cuidou-se para que ela tivesse uma bem-guardada entrada particular para Napoleão III, de modo a evitar uma repetição de um atentado como o de Orsini.
                Assim a Ópera National de Paris - conhecida como Ópera Garnier, nome que deve a seu arquiteto, Charles Garnier - foi inaugurada em 1875 e levou 13 anos para ser concluída, com interrupções durante a guerra com a Prússia e a revolta de 1871. Curiosidade do prédio: Sob o prédio há um pequeno lago, que inspirou o local onde se esconde o fantasma em Fantasma da Ópera, de Paul Leroux.
       

                Adentremos agora no savoir-vivre dos parisienses, vamos fazer algo que ficará para sempre em nossas lembranças. Primeiro vamos a um marché, onde iremos comprar, vinho, queijos, frutas da estação, baguetes, água e um bom chocolate. Pronto, agora é escolher o local para o nosso piquenique. Aqui sugiro alguns lugares para um bom piquenique, são eles: Champ de Mars (em frente a torre Eiffel), Quai des Grands Augustins (as margens do Sena, de frente para Notre Dame), Parque de Monceau (próximo ao Arco do Triunfo) e, por último, os Jardins de Luxemboug. Claro que existem inúmeros lugares, mas ficam aí essas dicas.
                Ao fim de nosso último dia, sugiro simplesmente flanar pela cidade, seja pelos boulevards (Saint-Germain ou Saint-Michel), pelas pontes de Paris, ou mesmo às margens do Sena, e, à noite, sair para o Quartier Latin (Rue Mouffetard) e andar sem nenhum compromisso. Quando der fome, pare em qualquer bistrô e coma algo que o faça lembrar de Paris, só lembre do acompanhamento, o vinho, e seja feliz na sua volta, pois Paris sempre estará à espera de uma nova visita.
Au revoir.
Joe.

sábado, 21 de maio de 2011

Oriente Médio - o inicio de tudo

Como tudo começou?
Esta é uma pergunta bem normal, e que se mostrou corriqueira assim que falávamos qual seria o nosso próximo destino. A resposta é simples: tudo começou pelo Egito. Desde criança, motivada por filmes e lendas, sempre quis conhecer o Egito!!!
Talvez por esta ter sido a motivação inicial a pergunta - por que vc decidiu visitar o Egito- vinda da guia do Egito, tenha me incomodado tanto. Como assim? A guia de lá me perguntando porquê? Ela deveria saber melhor do que eu, mas depois tecerei comentários específicos sobre esta guia...rs
O pontapé inicial foi o Egito, Israel e Jordânia vieram depois, pois fazem fronteira com o Egito e têm, respectivamente, lugares sagrados e Petra.
 A ordem correta desta viagem seria: 

Passo 1 - Israel: Chegada em Tel Aviv (passando 3 dias), ir de táxi para Jerusalém (lá não se precisa de carro) passar 4 dias, alugar um carro e dirigir beirando o mar morto até Eilat, onde se entrega o carro e pega um táxi até a fronteira com a Jordânia

Passo 2- Jordânia: Passar uma noite em Aqaba, aproveitando o Mar Vermelho a preços em conta. Alugar um carro e ir para Petra passar o dia, subir até o Mar Morto (passar uma noite lá), dirigir até Amman e de lá voar para Sharm - el - Sheikh (Egito).

Passo 3 - Egito: de Sharm-el-Seikh, ir para Dahab (1 hora de carro) e passar 5 dias. De Dahab para Luxor, passando 3 dias, depois Cairo mais 3 dias e por último 2 dias em Alexandria.

Apesar de ser o roteiro mais lógico, não foi o que fizemos...
Como tiramos algumas pernas internas de milha, a ordem ficou meio confusa, mas foi uma questão de economia. Poderíamos ter começado por Israel, mas como era Páscoa, decidimos ir primeiro para a Jordânia. Isso sim, foi boa idéia.
Como ficamos tempo suficiente em cada lugar, apesar de não ser o ideal, nosso itinerário não ficou cansativo.

O que Fizemos?
Rio - Tel Aviv - Eilat - Aqaba- Petra - Mar Morto (Israel) - Jerusalem - a partir daí fizemos o citado anteriormente.
Mar morto em Israel, com Jordânia ao fundo.

Fomos num voo da Iberia, Rio-Madrid-Tel Aviv e na volta Cairo - Madrid- Tel Aviv. Para as pernas internas, as principais linhas aéreas são: Royal Jordanian (Jordania), El Al (Israel) e Egyptair (Egito). 
A El Al e a Royal Jordanian são parceiras da American Airlines e da Iberia, a Egyptiar é prceira da TAM, por isso pudemos tirar por milhas. No entanto, as parceiras só tem direito a uma vaga de economica e outra de executiva. Ou seja, tivemos que ir separados: a princesa e o plebeu...rs

A principal desvantagem disso foi que o Mar Morto pelo lado da Jordânia tem hotéis bem mais baratos e é menos explorado. Outro ponto ruim foi que tivemos que atravessar a fronteira a pé e cheio de malas duas vezes, o que seria evitado se tivéssemos voado inicialmente para a Jordânia. Além disso, não há voos diretos para Sharm-el-Sheikh de Tel Aviv, então tivemos que voar para Amman para de lá ir para Sharm-el- Sheikh.

Esta foi sem dúvida a viagem mais difícil que já planejei, por isso vou fazer relatos de cada país e suas cidades para facilitar quem queira viajar para lá, pois acho que tenho alguma experiência em organização de viagem, e mesmo assim foi difícil descobrir atalhos e conseguir alguns serviços.
Apesar de ter sido difícil no início, foi a melhor e mais diferente das viagens. Exótica, romântica e chique, coisas difíceis de reunir numa viagem, o que fez dela a melhor das melhores!!!

Cabe aqui um adendo, talvez a dificuldade tenha sido maior pelo momento: tiramos as passagens dia 29 de dezembro de 2010, e em janeiro estourou a revolução no Egito.