segunda-feira, 5 de março de 2012

Gol e American Airlines: fim da parceria

Notícia triste: 
As companhias aéreas GOL e American Airlines darão fim à parceria de seus programas de milhagens ecodesharing no dia 12 de agosto.
Os clientes têm até esta data para adquirir passagens aéreas usando as milhas Smiles para os voos da American ou as milhas Aadvantage para os voos da GOL.
A viagem é válida por um ano após a data de emissão do bilhete, isto é, para compras feitas no último dia da parceria, a data limite para a volta da viagem deve ser 12 de agosto de 2013.
O fim da parceria é resultado do acordo de exclusividade da GOL com a Delta, que comprou 3% da empresa brasileira em dezembro.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Egito e suas atrações - Sharm el Sheik e Dahab

Visitar o Egito sempre foi um sonho, mas tudo o que ouvíamos falar só nos desanimava. Percebi que a maioria das pessoas que tinham experiências ruins tinham ido sem nenhum guia ou orientação. Não perdi tempo, reservei suporte em todos os lugares e foi a melhor coisa que fizemos.
Decidimos ir para o Egito no ano da revolução, um mês antes, não sabíamos se íamos ou ficávamos. Fomos e valeu muito a pena!!!
As pirâmides e a esfinge são o sonho de muita gente, o meu inclusive, mas por incrível que pareça é uma das coisas mais sem graças do Egito. Fizemos o Cairo por último, talvez por isso tenha perdido muito da graça.
Minha sugestão é que se comece pelo Cairo.
Vou colocar as indicações e atraçoes por cidade:

Dahab (Mergulho, Safari, escalada, Snorkel...)

Cidade na península do Sinai, cerca de 1h de distância de Sharm el Sheik, lugar de aeroporto mais próximo. A easy Jet tem voos low cost para lá a partir de Londres.
A cidade de Sharm el Sheik é um balneário, um lugar onde os ingleses adoram passar as férias. Encontramos por lá mais ingleses que egípcios. A cidade atualmente é muito movimentada e cheia, repleta por resorts por todo o lado e luzes e atraçoes que remetem a Vegas.
Já Dahab, é um paraíso, menos movimentado e mais bucólico. Um dos pontos mais bonitos de mergulho do mundo, ficam lá. Lugar ideal para férias com crianças, calmo, bonito e barato.

Reservamos o shuttle ida e volta (Sharm-el-Sheik-Dahab) a 60 euros, e um curso de mergulho para iniciantes com todo o equipamento e traslados a 45,5 euros por pessoa. O serviço foi impecável, carro com ar condicionado, pontualidade e instrutores de mergulho muito atenciosos. Toda a negociação foi feita pelo site, sem problema algum, sendo o pagamento feito lá. Dahab City Tours:  http://www.dahabcitytours.com/




Ficamos hospedados no resort Le Meridien pelo hotels.com, um 5 estrelas espetacular, com shuttle para a cidade de Dahab e também para Shram el Sheik. O preço foi inacreditável, 80 USD a diária por casal no deluxe room, com uma linda e enorme banheira!! http://www.starwoodhotels.com/lemeridien/property/rooms/index.html?propertyID=1937




Reservamos um passeio ao Monte Sinai e ao Mosteiro de Santa Catarina. O programa foi maravilhoso, uma experiência única!!! O guia nos pegou com o grupo meia noite no hotel. Fomos de ônibus até o pé do Monte Sinai, de lá subimos pela madrugada com um guia beduíno e vários pagadores de promessa o monte onde Moisés recebeu os 10 monumentos. Cerca de 2h 30 de subida, chegamos ao topo a tempo de ver o sol nascer. 
Apesar do calor durante o dia, de madrugada e na subida faz muito frio, por isso é importante estar com uma roupa quente e confortável. Importantíssimo um bom tênis e um bom casaco. Em vários pontos da subida há lugares para comprar água e petiscos - inacreditável!! Além disso, quem não aguentar subir pode alugar um camelo, só que a medida que vamos subindo, o preço do camelo vai aumentando...rs
Descemos e então visitamos o mosteiro. Após a visita, um café da manhã no deserto e volta para o hotel, com chegada ao meio dia do dia seguinte!!! Fizemos a reserva online e foi tudo certo, a 25 GPB por pessoa. http://www.egypt-excursionsonline.com/Excursion-163-Day_Trip_to_St_Catherine_And_Dahab_from_Sharm.html


Vendas de madrugada!!!

Por do sol do monte Sinai

Tenda beduína para esquentar


Mosteiro de Santa Catarina

Uma das melhores coisas de lá é aproveitar a piscina e praias particulares do resort. Tudo com comida excelente e bebida gelada. Uma lata de 600 ml de Luxor ou Sakara, as cervejas de lá, custa cerca de 3 dólares no hotel. Do lado de fora, um dólar somente.






A cidade de Dahab é um povoado de pescadores, cheio de lojinhas e restaurantes, onde se come com entrada, prato de peixe e sobremesa por USD 15 por pessoa. O Ali Baba (http://www.alibaba-dahab.com/), Moises e Aladdin são uns dos mais conhecidos e indicados.





Ali Baba restaurante

Pagamos 50USD ida e volta para Sharm el Sheik. A noite de lá é super movimentada e fomos inicialmente jantar no Hard Rock. De lá fomos para o Soho square (http://www.soho-sharm.com/sharm-restaurants). uma espécie de shopping a céu aberto. Cheio de lojas, cafés, restaurantes, boliche, rink de patinação e o Ice bar!! Um bar todo de gelo, que tem em várias partes do mundo e custa um preço absurdo para entrar. Lá este preço, em libra egípcia, é totalmente pagável. Meio louco, mas vale a pena conhecer se tiver um a galera para animar. naquele calor, até que vale o friozinho!!!



Ficamos 5 dias em Dahab, mas dava para ficar muito mais, pois o que não falta é passeio para fazer. Tem pacotes de safari, daytrip para Petra, o Fantazia 1001 noites com dança do ventre e clima 1001 noites, pesca em barco, snorkel e passeio de jet ski do próprio hotel, daytrip para Jerusalém, parque aquático, show de golfinhos... Ou seja, diversão para todos os gostos e idades.
Não vejo a hora de voltar!!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Clube de viagens de luxo exclusivo

Queridos,
estou adorando as promoções e pacotes do Voyage Privé. Esta semana, por exemplo, tem um pacote para Lisboa sensacional, super em conta. Para semana que vem um pra Praga já prometido!!!
Vale a pena conferir:
http://www.voyage-prive.com.br/membres/inscription/BeatrizBONELLI41679

domingo, 27 de novembro de 2011

Tel Aviv - Parte 1

A última etapa da viagem por Israel foi Tel Aviv. Saímos de Jerusalém de carro depois do almoço e a viagem foi bem fácil e rápida. Tem muita sinalizaçao e pegar a estrada na direção certa não teve mistério algum.

Ficamos no Brown Hotel (site), bem localizado e perto do charmoso bairro Neve Tsedek e do Boulevard Rothschild, avenida de bares e restaurantes. O hotel é novo, moderno, com um rooftop para relaxar e uma mesa permanente de café, capuccino e petit fours deliciosos na recepção.

A idéia inicial era irmos ao Social Club (Blvd. Rothschild, 45), um bar badalado que escolhemos pela Time Out. Quando decidimos sair todos os lugares mais legais estavam com muita fila ou precisavam de reserva. Acabamos comendo no Moses (Blvd. Rothschild, 35), um chain restaurant local. Comida boa, mas nada demais. 

Moses

O hotel oferecia o café da manha em alguns restaurantes que ficam por perto. Escolhemos o Nana Bar (site), que fica em Neve Tsedek e foi ótimo. Para não termos que pagar mais estacionamento e diárias de aluguel desnecessárias, resolvemos devolver o carro.

Nana Bar

De lá, fomos ao Museu do Povo Judeu (Beit Hatfutsot)site - que conta os 2000 anos da história da dispersão do povo judeu pelo mundo. O museu fica no campus da Universidade de Tel Aviv. O acesso não é muito fácil. Na ida, pegamos um taxi (entrada pelo portão n. 2 do campus - ou portão Malatia) e na volta conseguimos pegar um ônibus (linhas 24, 25 ou 27) que nos deixou na praia e aproveitamos para dar uma caminhada pela orla. 

Promenade

Promenade

O museu é muito emocionante. O único problema foi que não nos lembramos que era sexta-feira, quando começa o shabat. Este é o dia semanal de descanso no judaísmo que tem começo no por-do-sol de sexta-feira e vai até o por-do-sol de sábado. Era quase meio-dia quando chegamos (perto da hora de fechar) e nossa visita acabou sendo um pouco corrida. Mas valeu muito a pena.




Entrada do Museu

Torah

Neste dia resolvemos dar um tempo de comidas muito típicas. Almoçamos num restaurante italiano chamado Allora (Blvd. Rothschild, 60) onde a comida é ótima e o atendimento muito bom e super informal. Lá, brincando com o fato de não haver cheeseburger em Israel por causa das regras da cozinha kosher (não se pode misturar carne e derivados de leite) pegamos a indicação de uma hamburgueria chamada Wolfnights (Yehuda Macabi, 53).


Descansando no rooftop do hotel

sábado, 26 de novembro de 2011

As Cores de Jerusalém


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Jerusalém - Holy City Tour

Por Gustavo Bonelli

No útlimo dia em Jerusalém, fizemos o Holy City Tour. Nesse tour, vemos com mais detalhes os principais pontos sagrados de Jerusalém: a Igreja do Santo Sepulcro, o Muro das Lamentações e as Mesquitas de Omar (Domo da Rocha) e al-Aqsa.

A primeira parada foi na Igreja do Santo Sepulcro. Esta Igreja foi constuída sobre o local onde teriam ocorrido a crucificação e o sepultamento de Jesus. A Igreja tem sua administração compartilhada por seis religiões cristãs, cada uma tendo um espaço proporcional ao seu tamanho e importância. As três principais são a Grega Ortodoxa, Católica e Armênia. Além destas, temos a Copta, Síria e Etíope.

Entrada da Igreja do Santo Sepulcro

Seguindo a ordem dos fatos, você deve começar a visita subindo uma escada que fica logo à sua direita quando você entra. Ali, protegida por um vidro blindado, fica a rocha onde foi fincada a cruz na qual Jesus foi crucificado. É possível passar a mão na rocha agachando embaixo de um altar onde há uma abertura que dá acesso a ela.

O altar sobre a rocha

Abertura para tocar a pedra

Descendo a escada do outro lado do altar, chega-se à pedra em que Jesus teria sido limpo e preparado para ser sepultado. Nesta pedra, que muitos acreditam ter poderes milagrosos, muitas pessoas colocam terços, roupas e até mesmo bebês para que eles sejam abençoados.

Pedra onde Jesus foi preparado para ser sepultado



Encerrado por uma “caixa”ornada com diversos simbolos cristãos, fica o túmulo onde Jesus teria sido sepultado. Ali você deve entrar numa fila e ter uma boa dose de paciência. A visita ao túmulo é rápida. Quase cronometrada. E nao tem como ser diferente pois senão duraria uma eternidade. Mesmo com toda essa organização e sabendo que talvez os fatos não tenham acontecido exatamente naqueles locais, não dá pra deixar de se emocionar se você tem alguma crença, qualquer que seja.

Túmulo de Jesus

Dali, após uma parada para o almoço, seguimos para o Monte do Templo. Mais uma vez passamos por todo o esquema de segurança e subimos uma rampa de madeira que parece até um pouco improvisada até chegarmos à parte muçulmana do Monte.

Parênteses. O conflito entre árabes e judeus para nós às vezes parece incompreensível mas quando você conhece um pouco da história, começa a entender que não só o problema é muito antigo, como vai ser muito difícil de resolver. Pra ficar só no que diz respeito ao tour, o Monte do Templo foi onde o rei Salomão construiu o Primeiro Templo a mando de Deus, que foi destruído por Nabucodonosor – rei da Babilônia. No mesmo local do templo de Salomão, Davi construiu o Segundo Templo que foi destruído pelos romanos sob o comando de Tito. O que resta hoje do Segundo Templo ficou conhecido como o Muro das Lamentações.

Homens de um lado, mulheres do outro


Homens devem usar um quipá


Exatamente no mesmo local onde ficava localizado o Segundo Templo, os muçulmanos acreditam que ocorreu o milagre conhecido como Isra e Mi'raj. Enquanto Maomé rezava em Meca, o Arcanjo Gabriel aparece para trazê-lo o Al-Buraq, que irá levá-lo até a mesquita distante (Al-Aqsa). Dali, Maomé segue até uma escada que sobe ao céu e dessa forma recebe a ordem de Deus para que ele diga ao povo que deverá rezar 5 vezes ao dia. Assim, baseados nesses relatos, os muçulmanos construíram sobre o Monte do Templo duas mesquitas. O Domo da Rocha, certamente a construção mais bonita de toda a cidade, foi construído sobre a rocha de onde subia a escada que levou Maomé ao céu, segundo as escrituras bem no local do Segundo Templo. A mesquita Al-Aqsa fica sobre o ponto onde o Al-Buraq desceu com Maomé. Tirem suas próprias conclusões.

Mesquita Al-Aqsa


Domo da Rocha


Seguimos para o último local sagrado do tour. Passando pelo portão de Zion, que fica voltado para o Monte Zion, seguimos até a sala onde teria ocorrido a Última Ceia. Mais um local onde os muçulmanos deixaram marcada a sua passagem, com direito a uma mirhab que indica a direção de Meca.


Mihrab


A história de Jerusalém pode ser contada de várias formas através das escrituras das religiões. Mas como tudo aquilo que vem do homem, as religiões não são perfeitas. Mais do que descobrir quem está certo, visitar Jerusalém nos abre a possibilidade de conhecer um pouco mais e entender as histórias por trás da História. 

domingo, 30 de outubro de 2011

Jerusalém - Monte das Oliveiras

Por Gustavo Bonelli

Com o passar do tempo, toda a energia religiosa presente na cidade vai aos poucos tomando conta de você, por menos fé que voce tenha. A segunda razão que faz de Jerusalém uma cidade intrigante é exatamente isso: perceber como são diversas e ao mesmo tempo universais as manifestações de fé.

Na parte da tarde, programamos o tour ao Monte das Oliveiras. Esse talvez seja o mais importante de se fazer com guia porque fica fora da Cidade Antiga. No horário marcado para começar, o grupo se reuniu e nosso guia nos levou até o ponto onde pegaríamos uma van até o local onde o passeio começa: a Capela da Ascensão.

A Capela da Ascensão é um local sagrado para cristãos e muçulmanos e foi construída sobre o local de onde Jesus teria subido aos céus após sua ressurreição. Originalmente era uma estrutura aberta, mas a arquitetura foi alterada com a construção de uma cúpula fechada, resquício do domínio árabe em Jerusalém, tendo servido como mesquita por cerca de 300 anos. Hoje em dia pertence aos muçulmanos.

Capela da Ascensão

Pegada deixada por Jesus
 

Seguimos de lá para a Igreja do Pai Nosso (Church of the Pater Noster). Essa Igreja foi construída em torno da gruta onde se acredita que Jesus ensinou a oração aos seus discípulos. Há muitos painéis com o Pai Nosso escrito em diversas línguas.

Igreja do Pai Nosso

Gruta onde foi ensinada a oração

Painéis com a oração em várias línguas


Andando um pouco mais, chegamos ao cemitério judeu, que existe há cerca de 3000 anos. São mais de 150.000 tumulos e, segundo nosso guia, a última pessoa a ser enterrada ali teve que desembolsar USD 2 milhões para garantir seu lugar na primeira fileira da ressurreição. Os judeus tem como costume colocar pedras sobre os túmulos ao invés de flores pois elas simbolizam a eternidade. Quando o Messias chegar, ressucitará os mortos no dia do Juizo Final. Para orientar sua caminhada até o Monte do Templo, todos estão enterrados com os pés voltados para lá.



Ao invés de flores, pedras


O local que visitamos em seguida, o Santuário Dominus Flevit, é onde está localizada a Igreja Dominus Flevit construída em 1954 com o desenho de uma gota, criado pelo arquiteto Antonio Barluzzi para simbolizar as lágrimas de Jesus. Segundo a Bíblia, neste local ele teria chorado ao prever a destruição de Jerusalém (associa-se a destruição pelos romanos no ano 70).

Vista do Dominus Flevit

Descendo mais um pouco, visitamos o Getsemane e a Igreja de Todas as Nações. A Igreja, originalmente chamada Basilica da Agonia, foi construída sobre a rocha onde Jesus teria rezado na noite de sua prisão e fica ao lado do jardim de Getsemane.

O Jardim


A Pedra


A Igreja


Por último, visitamos o túmulo de Maria que fica numa Igreja construída numa caverna na época das Cruzadas. 


Túmulo de Maria

Lá em cima, a entrada