sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Paris por Joe - Parte II

Paris por Joe - 2º dia de viagem

2º Dia na Cidade- Luz

                               
Já é dia em Paris, hora de acordar, tomar um belo petit déjeuner  (café da manhã), não esquecendo os croissant, e os fromages... então, “bonjour”, e allons-y!
Começo o nosso segundo dia dizendo que Paris, assim como Roma, é um verdadeiro museu a céu aberto, onde você vai ou passa há algo para nos impressionar,há algo histórico, seja nas ruas, praças, igrejas,rios, parques ou edifícios, do nada algo surge para nos ensinar e nos contar um pouco de sua história.
Hoje iremos conhecer três museus, o maior e mais imponente – o Louvre; o Museu D´orsay e o Museu L´orangerie e, também outros pontos que não podem passar despercebido em sua primeira viagem.

Museu do Louvre


No inicio da década de 1980, o presidente da Quinta República François Mitterrand lançou planos para um Grand Louvre, envolvendo a construção no pátio principal da pirâmide de vidro e aço, cujo projeto ficou a cargo do arquiteto sino-americano Ieoh Ming Pei, que serviria de entrada pública ao museu ampliado. Mas houve grande manifestação popular contra a suposta profanação do patrimônio histórico, principalmente àqueles que seguem firme na defesa da vieux paris
O Louvre sempre significou exibição de poder – mas sua forma tem sido mais camaleônica do que em geral se imagina.
A partir do fim da Idade Média, essa característica de versatilidade encontrou reconhecimento numa das pretensas etimologias do Louvre: o nome, afirmava-se, seria uma corruptela de l´oeuvre – obra, local de construção – e indicaria que o palácio estava sempre em processo de transformação e na verdade nunca seria concluído. Outras hipóteses quanto ao nome do local (algumas igualmente fantasiosas) incluíam derivações do celta levrez, leprosário, sugerindo a existência no local (não-confirmada) de um hospital para leprosos; o latim rubrum (vermelho, por associação, lubrum), evocando a cor dos ladrilhos supostamente fabricados nas olarias (tuileries) adjacentes; o latim luparia, local dos lobos; o franco lure, ficar alerta; e o anglo-saxão leouar, castelo.
Talvez os dois últimos significados sejam os mais plausíveis, levando em conta a forma inicial dada ao prédio por Filipe Augusto: enorme torre feudal, integrante das novas defesas da cidade.
Oito séculos de história:
Com efeito, foi em 1190 que Filipe Augusto mandou construir um castelo dominado por uma torre de menagem de trinta metros de altura. No reinado de Carlos V, a vocação defensiva da fortaleza é minorada pela construção da nova cintura de muralhas de Paris. O Louvre transforma-se numa autêntica residência real, cujo fausto apenas conhecemos pelas pinturas e miniaturas. O palácio passa a ser assim o lugar onde a continuidade monárquica se firma da forma mais ostensiva.
A partir do reinado de Francisco I, os últimos Valois e mais tarde os Bourbons remodelam progressivamente o palácio, através de demolições, reconstruções e ampliações. A edificação do Palácio das Tulherias, entre 1564 e 1572, inicia um movimento irresistível do Louvre para leste, cujo símbolo é a Grande Galeria.
As grandes obras de Luiz XIV, a duplicação da Cour Carré e da colunata anunciam uma nova era.  Em 1678, a mudança da corte para Versalhes deixa o palácio entregue às academias, em particular a de Pintura e Escultura.  A organização de um salão em 1699 pode ser considerada como a primeira exposição de arte no Louvre.
Muitos são os fatos e curiosidades que pairam sobre o Louvre, como as peças provenientes das coleções reais e das confiscações revolucionárias que são rapidamente enriquecidas com os troféus de guerra das tropas da Revolução: a Itália, a Alemanha e a Holanda tem de pagar o seu tributo ao vencedor, dando início a uma extraordinária migração de obras em direção ao novo “museu Napoleão”.  A derrota do Imperador e as restituições subseqüentes marcam o fim deste museu universal.  Contudo, durante todo o século XIX, por vontade dos governos sucessivos, o Louvre estende o seu raio de aquisições a todas as culturas, motivando assim a abertura do departamento egípcio em 1827, do museu assírio em 1847, seguida dos museus mexicano, argelino e etnológico em 1850.  Sob o reinado de Carlos X, o Louvre abrigou ainda o museu da Marinha.
Sucessivamente, veio Napoleão III, que lançou obras para extensão do Louvre, criando os pátios interiores (cours).
Em 1981 o presidente Mitterand decide dedicar todo o espaço do palácio ao museu, retirando de uma vez por todas o Ministério das Finanças, instalado na ala norte, que cedeu lugar as coleções de pinturas orientais.
Como já dito anteriormente, o Louvre, assim como Paris, tem em sua essência a reinvenção, com efeito – em 1989 com a construção da famosa Pirâmide de Vidro, no centro da Cour Napoléon, a pirâmide constitui a chave mestra da sua intervenção.  Dá acesso a todos os espaços do museu e reagrupa todos os serviços ao público.  Longe de ser uma conclusão, a abertura da ala Richelieu em 1993 acarreta novas transformações cujo ponto vital foi a abertura, em 2010, das novas salas de Artes do Islão.
Aí está, um pouco, mas muito pouco de sua história, um museu que já fora residência real, torre de defesa, parcialmente destruído, esquecido (quando artistas de ruas e mendigos ocupavam suas alas) até torna-se um dos maiores e mais belo museu do mundo.
Chegaremos ao Louvre pela manhã, com disposição para passarmos 3 ou 4 horas, onde veremos pouquíssima coisa, pois se passássemos um mês inteiro dentro do museu, ainda assim não o veríamos em sua totalidade.  Mas essa pouca coisa na verdade torna-se enorme quando nos depararmos com a vedete do Louvre: a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, a Vênus de Milo, a Vitória de Samotracia, as Antiguidades Orientais (código de Hamurabi, Touros Androcéfalos Alados, o Intendente Ebih-Il), as Antiguidades Egípcias (Grande Esfinge, o Escriba Sentado, o Rei Amenófis e os Sarcófagos), os Escravos de Michelangelo, a Psique reanimada pelo beijo de amor, e as pinturas, como: Luiz XIV de Rigaud, Francisco I de France, de Jean Clouet, o Rapto das Sabinas de Nicolas Poussin, e na minha singela opinião, um dos concorrentes da Mona Lisa  – A Coroação de Napoleão Bonaparte de David (1806-1807).
O Louvre é isso e muito mais, mas é chegada a hora de deixarmos o museu e respirar o ar livre dos Jardins de Tuileries.


  
Pois é, é esse o caminho que iremos atravessar ao sair do Louvre, bonito não?!  Aí eu tenho duas sugestões para almoço, pois quando estivermos saindo do Louvre já é hora do “Déjeuner”, um dos melhores momentos em Paris, almoçar!  Se não quiserem ou acharem que é perda de tempo parar em um restaurant, e se deliciar com um Magret de canard au riz de Orange... hummmmm e um verre à vin rouge, ou ainda um cassoulet de toulose, ou (o melhor), agneau au vin (cordeiro ao vinho), a minha dica de restaurante nos jardins com uma vista encantadora para o Louvre, é o Le Saut Du Loup que fica no museu de artes decorativas,
107, rue de Rivoli, vejam o cenário.
                      
Este é o restaurante, com serviço no próprio jardim.
De entrée peça Foie gras de canard, chutney et pains variés, como prato principal indico souris de d´agneau, citrons confits et petits legumes, e para o grand final, como dessert tiramisu glacê, creme de moka à notre façon, sem jamais esquecer do vinho, e lembrar sempre que quando pedir, o pedido é contínuo, terá que pedir de uma só vez, a entrada,prato principal e sobremesa.
Mas para aqueles que preferem não se deleitarem com esse pequeno banquete, há no próprio jardim quiosques que servem excelentes iguarias francesas, como o croque monsieur, croque madame, a tradicional baguete, com ou sem recheio que pode ser muito bem acompanhado de uma bière(cerveja), uma taça de vinho, ou mesmo uma coca-cola.
Depois de toda essa gourmandises, é hora de voltarmos a outro roteiro, não mais o gastronômico, o cultural.  Ao sair do Jardim de Tuileries indo em direção a Place de La Concorde, ainda dentro do jardim, do seu lado esquerdo, encontra-se o Museu de L´orangerie, esse é um pequeno museu pouco conhecido do grande público mais com um acervo de fazer inveja a muitos grandes museus, porque?!  Porque é nesse museu que se encontra as Nymphéas de Monet, uma série de quadros enormes que circundam toda a sala, além de obras de Modgliani, Picasso, Lautrec, Paul Cézane dentre outros. É uma visita rápida, mas sem deixar de comtemplar a grande obra de Monet.
Saindo do Jardim de Tuilerie, atravesse a Ponte de La Concorde (na lateral do museu), e saia do lado esquerdo seguindo o quai Anatole France até entrar a direita na Rue de la Légion d´Honneur, aí está o D´orsay.

MUSEU  D´ORSAY

Há quem diga, e não são poucos, que o mais belo museu de Paris é o d´orsay, aqui concordo em parte, na parte que faz referência a beleza em si do edifício concordo, mas em termos de acervo não, continuo com o Louvre; mas estar em Paris e não ir ao d´orsay é quase imperdoável, o museu abriga coleções que provém essencialmente de três locais: o Louvre, as obras de artistas nascidos a partir de 1820, ou que tenham emergido no mundo da arte com a segunda república, do museu do Jeu De Paume, as obras impressionistas desde 1947; e do museu de arte moderna de Paris, as obras mais recentes.  Essas coleções abrangem desde a Pintura, a Escultura, a fotografia entre outras.
No local que hoje está situado o museu d´orsay, era originalmente uma estação ferroviária, Gare de Orsay, construída para o chemin de fer de Paris à Orléans, no local onde se erguera até 1871 um antigo palácio administrativo, o Palais D´orsay.  Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900.  O projeto foi do arquiteto Victour Laloux.
Em 1961, La Société Nationale dês Chamins de Fer Français (SNCF) – Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro Françês, decidiu vender a estação de Orsay, obsoleta já havia algum tempo.  O visitante que hoje entra no museu, na nave central, não pode imaginar que em 1939 este grandioso espaço, que abriga hoje, quadros, esculturas e fotografias, foi cenário de grande tráfico ferroviário.
A estação foi fechada a 1 de janeiro de 1973, e somente em 1977 o governo françês decidiu transformar o espaço num museu.  Foi inaugurado pelo então presidente François Mitterand no dia 1 de dezembro de 1986.  Os arquitetos Renaud Bardon, Pierre Coboc e Jean Paul Philippon foram os responsáveis pela adaptação da estação.
O que me encanta nesse museu, é a forma que estão dispostas as obras, em grandes corredores, fáceis de serem percorridos e, ao contrário do Louvre da pra ver muita, mas muita coisa, diria até que dá pra conhecer todas as grandes obras ali expostas.
Na ala dos pintores estão: Vincent Van Gogh (um grande acervo), Hector Guimard, Edgar Degas, Claude Monet, Eugène Boudin, Paul Cézanne, Antoni Gaudí, Paul Gauguin, Manet, Henri Matisse, Camille Pissarro, Pierre Auguste Renoir, Félix Nadar, Auguste Rodin, Henri de Toulouse-Lautrec, e tantos outros.
Já na ala dos escultores: Camille Claudel, Auguste Rodin, François Rude, Jules Cavelier, Honoré Daumier e outros não menos renomados. Que acervo heim?!
A bientôt D´orsay.
Bom, chega de museus por hoje, agora é hora de sentarmos em um café, não é qualquer café, é o Le Deux Magots, falo já dele, aí vamos ver as pessoas a passar e junto com elas a vida, acho que não tem nada melhor em Paris do que sentar num café e saborear os Piétons de lá para cá cada qual com suas vidas e, nós, simplesmente a contemplar cada cenário da vie parisienne.
Aqui no café falaremos muito sobre a Mona Lisa, Vênus de Milo, Auto-Retrato de Van Gogh, Esculturas de Rodin e sua eterna amante Camille Claudel, das nymphéas  de Monet, ou seja, voltaremos com história suficiente para contar para nossos filhos, netos e quiçá, nossos bisnetos.

LES DEUX MAGOTS

O café até hoje é famoso por ser ponto de encontro da elite literária e intelectual de Paris.  Esta fama vem dos artistas surrealistas e jovens escritores que freqüentavam o café nas décadas de 1920 e 1930, entre eles Ernest Hemingway, e dos filósofos existencialistas, Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre e, autores nos anos 1950.
Hoje a clientela é formada ainda por intelectuais e pessoas que esperam encontrar ali gente famosa, e pode ter certeza que sempre encontra.  O nome do café vem das duas estátuas de madeira de comerciantes chineses (magots) que enfeitam um dos pilares.  Ao lado encontra-se o não menos famoso Café de Flore, e do outro lado do boulevard a lendária Brasserie Lipp, inaugurada no século 19, e na frente do café a igreja mais antiga de Paris – a Église de Saint-Germain-Des-Prés; ótima vizinhança tem o Les Deux Magots, não?!
A segunda noite na Cidade-Luz.  Já voltamos ao hotel, tomamos uma ducha, agora é hora do Dîner (jantar).  Bom, como estamos em Paris pela primeira vez, sugiro que sigamos ao pé da letra o que diz o ditado – “A primeira vez a gente nunca esquece”, o que para Paris não vale muito essa máxima, porque tenha certeza, a segunda, a terceira, a quarta... não se esquece.  Então já que jantamos no lendário Le Procope, um dos mais antigos restaurantes parisiense, e o mais antigo café, então porque não jantarmos hoje no que é considerado o mais antigo restaurante da cidade?


GRAND VÉFOUR

O Véfour permanece em destaque na alta cozinha de Paris, é considerado a meca da gastronomia francesa. Inaugurado no século XVIII no Palácio Real, pelo empresário Jean Véfour que comprou à época um dos eminentes cafés políticos do Palais-Royal, o Café dês Chartres, refúgio de facções monarquistas e da jeunesse dorée pós-termidoriana.
A história do surgimento dos restaurantes se confunde com a do Grand Véfour.  *Ainda durante o Ancien Régime, em 1765, um comerciante de Paris chamado Boulanger abriu o primeiro restaurante, tendo sobre a porta do estabelecimento uma placa com uma frase retirada do Evangelho de São Mateus: “Vinde todos a mim, vós cujos estômagos gritam de miséria, e eu os restaurarei”.  Mal sabia ele que a sua iniciativa pioneira, direcionada aos mais pobres, seria copiada por muitos outros que não mais se proporiam a aplacar a fome dos menos abastados, oferecendo bouillons restaurants (caldos restauradores), mas também a regalar o paladar dos mais ricos. (Grand Véfour – 17, rue de Beaujolais – Palais-Royal.)

*Os franceses – Ricardo Corrêa Coelho.

Então a todos um bon appétit e bonne nuit, nos veremos no terceiro dia.
Joe.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Budapeste - Compras

Budapeste é uma excelente opção também para comprar, não perdendo em nada para outros lugares mais visitados na Europa e também tem tax free. Atende a todos os gostos: os chiques, os endinheirados, os econômicos, os descolados e os loucos por promoções (eu!!!!).


O principal shopping de lá, fica na Vaci Utca, super acessível de metrô, inclusive com conexão direta com ele, na estação Nyugati pályaudvar. A maioria das fast fashion estão aí: Espirit, H&M, Intimissi, Mango...

De uma forma geral a vaci utca é uma rua cheia de lojas, uma boa opção para compras, vendendo de moda a souverniers regionais. Entretanto, são lojas mais populares. Lá encontra-se também as principais lojas de vinhos, com excelentes preços nos vinhos húngaros.

In vino veritas
Perto do Boscolo New York Hotel, que ficamos, é uma das lojas de vinho com o melhor preço da cidade.
Endereço: Pest VII, Dohány u. 58-62. 
A rua chique com Louis Vuitton, Burberry, Armani e outras é a Andrassy utca, a da Ópera.


Ikea
Budapeste é uma boa opção também para coisas de casa, principalmente a Ikea (tipo uma tok Stok), que eu adoro! São duas lojas na cidade, a mais fácil é a que fica perto da estação de metro:  Örs vezér tere

Enfim, as barganhas:

Premier Outlets Center, Budapest

Fica à 15 min de Budapest, facilmente acessível de taxi, mas não tem metro já que fica na beira da estrada.
Lojas: Adidas, Fila, Nike, Columbia/Quicksilver, Russell Athletic, Tom Tailor, Levi's, Mustang, Calvin Klein, Camel Active, MEXX, In Wear Matinique, Jackpot, Cottonfield, Salamander, Baldini Shoes, Retro, Replay, Reebok, Mango, Nautica, Puma, Samsonite.
Horário: Seg a Dom 10:00-20:00


Endereço : 2051 Biatorbágy, Budaörsi út 4. 



GL Outlet Centre - Hungary
Lojas: Northland, Krizia, Retro, Skiny, Hewlett Packard, Mariella Burani, RiverWoods, Benetton, Sisley, Miss Sixty, Paris Boutique, Northland, Sasch 
Endereço: 2045 Törökbálint
How to get by public transport:
By bus: Bus number 40 from Budapest from Móricz Zsigmond körtér to Budaörs, then take bus number 140 from Budaörs.
More than 120 top international designer labels and brands with price reductions of 30% to 70%. Open to 8pm everyday.





Site com dicas para compras: http://www.budapestindex.com/shopping/shops

domingo, 23 de janeiro de 2011

Paris por Joe

Paris – A cidade para os primeiros e, os eternos viajantes
                                                         Por Joe
      


Começo dizendo que Paris é e sempre será “Inoubliable” (inesquecível), a cidade tem a característica de sempre estar se reinventando, foi assim desde que Paris não era Paris, ainda era Lutetia. Paris testemunhou mais acontecimentos importantes do que qualquer outra grande cidade, desde guerras, terror e invasões até grandes levantes políticos e revoluções artísticas. Foco de inúmeras gerações de admiradores e detratores, a cidade evoca imagens vívidas até mesmo aqueles que nunca lá estiveram.  Nenhum lugar na terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música, citou certa vez o escritor Colin Jones.
Paris nasceu para ser bela, já nos anos 358 quando ainda era apenas uma pequena aldeia, já despertava interesse dos poderosos da época. Escreveu assim o Imperador Romano Juliano “Cara Lutetia...” – “Minha querida Lutécia”, sobre suas estadias na cidade em 358 e depois no inverno de 360-361.
Essa é a primeira descrição de qualquer tamanho que temos da cidade que seria conhecida como Paris.  É escrita com um sentimento que se tornaria comum em escritos sobre Paris: o afeto.  Seu autor era um homem poderoso. 
Nesse momento de sua história, Paris era Lutécia.  Julio César, que no primeiro século antes de cristo conquistou grande parte da atual área da França e a colocou sob domínio romano, foi o primeiro a usar o nome “Lutetia” (outros diziam “Lucotecia”) para designar a “cidade da tribo dos parísios”.
Bom, o objetivo aqui além de mostrar uma Paris mais histórica, é também de nos colocar na Paris atual, mostrando os fatos que norteiam seus monumentos e, nesse primeiro ensaio, podemos assim dizer – vamos tratar de uma viagem a Paris com quatro dias de estadia, onde “geralmente” são visitados os seguintes pontos: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Champs-Élysées, Museu do Louvre, Museu Rodin, Museu D´Orsay, Notre Dame de Paris, Basílica de Sacré-Coeur, Jardins de Luxemburgo e alguns cafés e lojas na Bd.Saint-Germain e Bd.Saint-Michel.
Então como dizem os franceses – “Alors, venez? (vamos lá?!).
Comecemos por ela que é a face perfeita de Paris, a Torre Eiffel.
              

Na minha opinião, quando se chega a Paris pela primeira vez, deve-se deixar o hotel imediatamente e correr para Torre Eiffel, aí você terá plena certeza que está diante do monumento mais visto do mundo e,a alma tranqüila, com a certeza: “Estou em Paris”
Mas nem sempre foi assim, a Torre Eiffel construída para impressionar os visitantes da Exposição Universal de 1889, deveria ter sido um adendo temporário a Paris.  Projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel, foi muito criticada pelos estetas do século 19. Houve à época um abaixo-assinado subscrito por um elenco estelar de cerca de cinqüenta intelectuais, inclusive os escritores Alexandre Dumas (os três mosqueteiros), Leconte de Lisle e Guy de Maupassant, o arquiteto Charles Garnier, entre tantos outros que eram radicalmente contra a Torre. Dizia o texto: “A torre Eiffel, que nem mesmo a gananciosa América, temos certeza, não quereria, é a desonra de Paris. Todo mundo sabe disso, todo mundo fala nisso e todo mundo está profundamente aborrecido com isso – e somos apenas o débil eco da opinião pública universal, que, com todo direito, está alarmada. Basta imaginar uma torre vertiginosamente ridícula dominando Paris como uma gigantesca e negra chaminé de fábrica, esmagando com maciça barbárie a catedral de Notre-Dame, a Sainte-Chapelle, a torre Saint-Jacques, o Louvre, o domo do Hôtel dês Invalides, o Arco do Triunfo etc.”
Ainda bem que tudo não passou de um grande alarde, mas foi pensado seriamente na sua desmontagem após atos de repudia como esse e tantos outros, mas para o bem da cidade e de nós visitantes, a torre continua lá, majestosa e bela, e foi a edificação mais alta do mundo até 1931, quando foi erguido o Empire State Building em Nova York, a torre é hoje um símbolo de Paris.  A restauração recente e um novo sistema de iluminação fizeram com que se destacasse ainda mais.
O que fazer na Torre?
Chegue cedo (se ainda não tem ingressos), hoje já podemos comprar ingressos e reservar seus restaurantes pela internet, há dois restaurantes, o mais caro e mais famoso Jules Verne, no segundo andar e, o 58 Tour Eiffel este situado no primeiro andar. Se for pela manhã não deixe de subir até o topo da torre, a vista de lá é algo indescritível, indo no final de tarde, associe a subida a um jantar no Jules Verne, a cozinha é ótima, pratos tipicamente françês, e verás a cidade luz literalmente.  Mas para aqueles que não desejam subir, atravessem a Pont d´léna e sigam até o Trocadéro e tirem as mais belas fotos da torre. Esse é o melhor lugar para se tirar fotos da torre.  Ainda no Trocadéro vocês podem visitar o Palais de Chaillot, que abriga o Museu de L´homme, o de La Marine, a Cité de l´Architeture  et du  Patrimoine.  Na volta não esqueçam de fazer uma parada nos inúmeros cafés que circundam a torre, sentar, dar bom dia “bonjour monsieur” pedir por favor “S´il vous plaît” tomar um café ou um vinho e, no final agradecer com um “merci” e, saindo dizer “Au revoir”.  Essas palavras são mágicas, servem para um bom atendimento e cordialidade.  Ficamos nesse primeiro capítulo, em breve continuaremos nosso passeio ou “flâner” pela cidade Luz, trazendo o Hôtel dês Invalides, Museu Rodin, Arco e Champs-Élysées, e assim terminaremos nosso primeiro dia.
Já é tarde na cidade, ou melhor “ aprés-midi”, então vamos conhecer agora um ícone da construção no Grand Siècle, Hôtel dês Invalides.  Em 1670 o rei Luiz XIV precisou, tal como seus predecessores Henrique III e Henrique IV, de assegurar auxílio e assistência aos soldados inválidos dos seus exércitos; para que “aqueles que expuseram suas vidas, derramaram o seu sangue pela defesa da monarquia (...) passem o resto de seus dias na tranqüilidade (ceux qui ont exposé leur vie et prodigué leur sang pour La défense de La monarchie (...) passent Le rest  de leur  jours dans La tranquillité). Diz o édito real de 1670.
Luiz XIV e seus propagandistas enfatizavam que o Hôtel dês Invalides era uma instituição de caridade estabelecida graças à generosidade pessoal do rei com ex-combatentes corajosos.  No hôtel está a catedral de Saint-Louis-des-Invalides.  Esta foi concebida para acolher os pensionistas dos Invalides e foi elevada a categoria de cathédrale. É a sede do Bispo Católico dos Exércitos.  Outro fato curioso é que o Invalides tornou-se uma espécie de Pantéon, onde lá repousam vários homens de guerra franceses do período monárquico e revolucionário, tais como: O Marechal de Turenne; o coração do Marechal de Vauban; o coração de La Tour d´Auvergne, herói das guerras da revolução; o General Marceau; Rouget de Lisle, autor de La Marseillaise, o hino nacional da França.  E na cúpula dourada dos inválidos que constitui um dos pontos de referência da paisagem parisiense, repousa Napoleão Bonaparte na companhia de seus dois irmãos, Joseph e Jérome Bonaparte e do seu filho, o “Filhote de Águia”.  Teria dito o próprio Napoleão: “quando morrer, quero que minhas cinzas repousem às margens do sena”.
Então não deixemos de visitar esse que é um dos maiores legados do rei Luiz XIV para a cidade de Paris. Ainda no Hôtel podemos visitar um belo museu com todo aparato de guerras, como canhões, baionetas, vestimentas, etc.
Saindo do Hôtel dês Invalides, um pouco mais a sua esquerda, está um dos mais belos museus do mundo, o “Museu Rodin” (77, rue de Varenne 75007) – Auguste Rodin, considerado o maior escultor francês do século 19, viveu e trabalhou no Hôtel Biron, elegante mansão do século 18, de 1908 até a morte, em 1917.  Em troca do apartamento e estúdio, de propriedade do Estado, Rodin legou ao país a sua obra, que agora está exposta no museu.  Algumas de suas esculturas mais famosas ficam no jardim: Burgueses de calais, O Pensador, Portas do Inferno e Balzac.  Já outras obras tão famosas quanto, ficam na parte interna da mansão, com destaque para o Beijo e Eva. 
Já pensou em tomar um lanche nos jardins de Rodin à sombra do Pensador?  Pois é, isso é Paris.
Dando um Au revoir ao museu Rodin, vamos direto para a avenida mais charmosa e elegante do mundo, a Champs-Élysées nela foram realizados os desfiles da vitória após as duas guerras mundiais e também do bicentenário da Revolução, em 1989, é palco da chegada do Tour de France e muitos outros acontecimentos na cidade.  Os jardins que a margeiam da Praça da Concórdia até o Rond-Point pouco mudaram desde que foram projetados pelo arquiteto Jacques Hittorff em 1838. Na Champs-Élysées estão diversas lojas de grande vulto mundialmente conhecidas, desde a Louis Vuitton, Lacoste, Prada, Dior, Disney, Adidas, Nike, entre tantas outras, e algumas de montadoras como a Citroen, Renault, Pegeout, essas lojas servem para mostrar ao público as novidades das marcas e seus protótipos, além da venda de souvenir.
 Não podemos esquecer uma visita quase obrigatória no final da avenida, os dois palácios: O Grand Palais e o Petit Palais, duas obras de arte arquitetônica do século 19, que hoje abriga diversas exposições, vale muito a pena conferir.
Mas só em estar na avenida andando de lá para cá, parando para comer um, ou uns macarrons na Ladurée, tomar um café no Fouquet´s, ou mesmo comer um croque monsieur acompanhado de um bom vinho já vale e muito a visita a essa avenida. 
Terminando nosso dia, nos deparamos agora com outro astro de igual grandeza na paisagem parisiense: “O Arco do Triunfo” - Muitos acham que o arco do triunfo fora construído por Napoleão Bonaparte e que suas tropas passaram por baixo do mesmo quando das vitórias do Imperador, bem, não é bem assim não. Vamos por parte. É verdade que Napoleão o idealizou e até começou suas obras tendo colocado a primeira pedra em 1806, depois de sua maior vitória, na batalha de Austerlitz, em 1805, e prometera a seus soldados: “Vocês voltarão sob arcos triunfais.” Mas problemas com o projeto do arquiteto Jean Chalgrin e o declínio do poder de Napoleão adiaram a conclusão desta obra monumental até 1836, quando finalmente foi inaugurado por Louis-Phillipe. Mas acho que por não ter sido o próprio Napoleão que inaugurou sua cria, isso não desmerece em nada o grandioso gesto que o mesmo teve com seus soldados e com o povo de Paris, pelo contrário, o povo parisiense reconheceu e reconhece o Arco do Triunfo como obra napoleônica e como tal, fez seu cortejo em 1840 passar sob o Arco, e o próprio arco traz incrustado em suas paredes várias referências de feitos de Napoleão, como se vê na parede lateral esquerda: A batalha de Aboukir, mostra uma cena da vitória de Napoleão sobre o exército turco em 1799, outra logo abaixo do teto é mostrado Trinta Escudos, cada um leva o nome de uma batalha que Napoleão venceu na Europa e na África, No lado direito vê-se incrustada a batalha de Austerlitz, onde se vê as tropas de Napoleão quebrando o gelo no lago Satschan, na Áustria, para afogar milhares de inimigos.  Logo vemos que nem os que sucederam o Imperador em outrora, nem tão pouco nos dias atuais, não  conseguem separar a história da França, particularmente Paris de Napoleão.
Mas o Arco é cercado de peculiaridades, foi lá que outro grande nome Francês teve seu corpo velado: Victor Hugo, foi a partir do Arco que Haussmann projetou as largas avenidas que hoje circundam a Place Charles-de-Gaulle, foi no arco que se deu o desfile da vitória das tropas aliadas em 1919, e em 1944 a Liberação de Paris, onde o General De Gaulle lidera a marcha da vitória, e é lá que você que está indo pela primeira vez a Paris fará sua entrada triunfal na Champs-Élysées, sob Arco Triunfal.
É noite na cidade luz, e você a verá iluminada, então é hora de sair do hotel, tomar um taxi, ou metrô e ir jantar em um dos mais de 2.000 restaurantes da cidade, aqui eu indico um dos mais antigo e tradicional restaurante parisiense, o qual é o mais antigo Café de Paris.


O Le Procope.  Esse belo restaurante que está situado na charmosa 13, Rue de Ancienne Comédie, em Saint-Germain Dés Près, nem sempre foi restaurante, mas com certeza é um ícone da Vieux Paris, quando Francesco Procopio dei Coitelli, fundador do primeiro café de Paris abriu sua loja, o grão de café já marcava sua exótica presença na França desde a década de 1640; mas, segundo consta, Procope, depois de promover a nova bebida na feira Saint-Germain em 1672, estabeleceu sua própria loja na Rue des Fossés-Saint-Germain (hoje a atual Rue de L´ancienne Comédie), isso em 1686.  O Café Procope teve seu período áureo no século XVIII, e foi freqüentado pelos principais filósofos da época: Diderot e d´Alembert (foi no Procope que os dois um dia tiveram a idéia de fazer a Enciclopédia), Voltaire, Rousseau, Marmontel, Beaumarchais, Mercier e tantos outros freqüentavam assiduamente o café.
A Revolução Francesa também deixou marcas no estabelecimento, pois revolucionários como Danton, Robespierre, Marat, Hébert, Camille Desmoulins e inúmeros jornalistas e membros dos Sans- Culotte  eram seus clientes;  foi no Procope que surgiu o Gorro Vermelho.
Mas nem só de filosofia e de revoluções vivia o café, teve também sua fase romântica -com Musset, George Sand, Gautier, Balzac, Victor Hugo e, mais tarde Verlaine.
Como vimos, não trata-se apenas de “um restaurante” é na verdade um símbolo da cidade de Paris, da história de Paris, fica aqui a dica, se forem,  tenham  todos então um “bon appétit  e bonne nuit.


Joe.

Novo colaborador - Bienvenue Joe!!!

Há muito esperava por esta colaboração, e vcs logo saberão o motivo assim que lerem o primoroso texto. Certamente o primeiro de muitos.
O Joe é um apaixonado por Paris, a ponto de se debruçar sobre a sua história e assim encantar a todos. Conhecer o Joe e a Lara foi um presente, embrulhado por todas as cores e encantos da cidade luz. Não há dúvidas que seus posts serão também presentes para todos nós.
Joe, parabéns pelo seu encantador e inspirador post, só mesmo um capricorniano apaixonado por Paris para fazer isso!!!

Salut!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Hotéis em Nova York

Ano passado fiquei em dois hotéis em Ny que nunca tinha ficado e que adorei!!!

Wyndham Garden Hotel Chelsea (http://www.wyndhamnyc.com), 37 West 24th Street 
Moderno, em conta e bem localizado. Fica muito próximo ao Flatiron, Madison Square Park e também da Union Square. Na esquina da badaladíssima Eataly (http://eatalyny.com/#1), um paraíso para gourmets e aficcionados em comida. Achei as redondezas um paraíso para compras e restaurantes.

Wyndham Garden Hotel Chelsea

Wyndham Garden Hotel Chelsea


Hotel East Houston( www.hoteleasthouston.com/), 151 East Houston, no Lower East Side
Bem mais estiloso que o anterior, este hotel boutique oferece um excelente café incluso, coisa rara em NY. A decoração é encantadora, os quartos um charme e a equipe ultra atenciosa. A localização é um dos pontos fortes. Tudo de bom acontece ali, na rua da Katz e a alguns passos de lugares badaladíssimos de night e da Orchard Street, com seu Market aos domingos.
Hotel East Houston

Hotel East Houston

Hotel East Houston

Hotel East Houston


Difícil é saber qual dos dois vou repetir da próxima vez.. Só o preço dirá...rs

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Budapeste - Dicas Gerais

Começando a série gostaria de reforçar o que o Gu disse, Budapeste foi uma grata surpresa, amamos!!! 


Hospedagem

Uma das grandes vantagens da cidade é o preço, a começar pelos hotéis. Escolhemos o New York Palace Boscolo pelo preço, estilo e por ser um ícone turístico. Fica localizado bem no coração de Peste, a parte mais moderna e é um ponto de visitação. O lindíssimo prédio neo renascentista alojava a New York Life Insurance Company na cidade, de onde vem o nome do hotel, e hoje abriga também o New York café, um dos melhores (e mais caros - uma das poucas coisas caras da cidade) da cidade.

Pagamos para a nossa viagem USD 150 a diária, com direito a spa e ficamos super satisfeitos com a estadia. Fizemos a reserva pelo booking.com.

New York Palace Boscolo

New York Palace Boscolo

New York Palace Boscolo

New York Palace Boscolo

New York Palace Boscolo



Outra boa opção, mas um pouco mais onerosa, é o Corinthia Hotel Budapest. Visitamos o hotel quando fomos ao brunch (espetacular, informações aqui) e encontramos um grupo de brasileiros que estavam hospedados lá e estavam adorando. Fica na mesma rua do anterior, cerca de 7 minutos andando.

Transporte

Achamos tudo muito simples e funcional em termos de transporte. A facilidade começou pelo shuttle, pegamos a dica no Filigrana  e usamos o Budapest Airport Minibusz.
O aeroporto tem vários terminais, mas os terminais em si não são muito grandes. Assim que se sai do avião e chega-se na esteira de bagagens há um stand de informações turísticas.




Língua - atração a parte
 
 A melhor coisa que fizemos foi pegar os livretos, pois conta mais da história e pontos turísticos da cidade do que qualquer guia que conseguimos comprar, além de mapas e dicas que nos ajudaram muito.
Saindo no desembarque, já avistamos o stand do shuttle e acertamos a ida e a volta por HUF 3600 (realmente inacreditável!!!).
E o melhor, serviço impecável. Uma van que te leva e busca do hotel, e chega na hora combinada. Todos falam inglês e vc só precisa dar o nome do hotel. A melhor dica é deixar para pagar no stand e pagar em euro, pois a cotação é superior a da casas de câmbio. 

Por falar em casa de câmbio, use a do lobby do aeroporto para trocar o mínimo, pois a cotação é péssima. As casas de cãmbio na cidade têm cotação mais favorável, mas a melhor opção e´sacar o dinheiro em caixas eletrônicos e concentrar os gastos no cartão (lembrem-se das milhas!!!).

Na cidade, só andamos de transporte público (metrô, trem de superfície, ônibus e bonde). Pegamos táxi uma única vez, para irmos à ópera.

A melhor opção é comprar o ticket para 24 ou 72 horas, dependendo do tempo que se têm. Há máquinas para compra em todas as estações do metrô e estes bilhetes servem para todos os meios de transporte. Não esqueça de andar sempre com seu bilhete, pois há fiscais em quase todas as estações.
Tela e preços no metrô

Linha vermelha e suas estações



Ópera 

Conhecida como Operaház e Casa da Ópera, o local surgiu para dar um lar à ópera nacional, nascida no começo do século XIX como fenômeno cultural e como arma de reivindicação da autonomia e resistência húngaras frente ao domínio da Áustria dos Habsburgo.
Este nova corrente recorreu ao idioma húngaro para criar óperas focadas em eventos e grandes personagens da história nacional.
Apesar seu desinteresse pelo projeto, o imperador Francisco José I apoiou a construção do edifício com a condição de que não fosse maior que a Ópera de Viena. 
Karczag explicou que hoje em dia os dois edifícios não podem ser comparados, já que durante a Segunda Guerra Mundial a de Viena foi destruída pelos bombardeios e depois reconstruída, enquanto a de Budapeste ficou intacta.
A Ópera de Budapeste, a mais moderna da Europa quando inaugurada, sofreu várias remodelações ao longo de sua história, mas elas não chegaram a afetar à estrutura original.
Frente ao palco foi criado o camarote real, hoje usado pelas mais altas autoridades húngaras e estrangeiras.
Ele já foi ocupado em algumas ocasiões pela imperatriz Sissi. Durante a ditadura comunista, a ópera foi um dos elementos essenciais da propaganda política.
Desde 1960 aumentou ao apoio oficial à ópera e se abriu a porta à troca cultural com outros países do bloco comunista. Além disso, um certo relaxamento do autoritarismo, conhecido como a ditabranda, pôs a Hungria na moda entre os artistas ocidentais.








Eu e Sissi


A ópera de Budapeste já foi considerada uma das mais modernas da Europa, e diz-se que apesar de ser menor que a de Viena, seu interior é mais bonito e reza as más línguas que este foi o motivo de o Imperador e Sissi terem ido somente à sua inauguração.

Foi uma das experiências mais bonitas que já assisti. E o melhor, fica-se no melhor lugar pagando uma pechincha!!! Não deixe de conferir a programação para a época da sua viagem, vale muito a pena. Compra-se pelo site e imprimi-se o ingresso em casa. Uma beleza!!!