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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Restaurantes em Paris - Parte I

Apesar do atraso, antes tarde do que mais tarde...rs
Visitamos alguns restaurantes em Paris e vou compartilhar com vcs nossa experiência e avaliação em cada um deles. Segue a tabela e os quesitos que usamos para avaliar cada um deles:

Les Cocottes

O chef Christian Constant foi um dos criadores da bistronomique, o conceito de comida estrelada de qualidade e com preços acessíveis e o Les Cocottes é um dos mais badaladinhos, tendo sido visitado pelo presidente Sarkozy. Nós, Joe e Lara fomos lá conferir e aprovamos a escolha do chefe de estado.

Gus e Joe

Eu e Lara

Uma coisa importante de se lembrar é que a casa não aceita reservas e está sempre cheia.
Assim que chegamos, notamos que o lugar estava cheio (bem cheio mesmo) de gente animada e bonita, num clima descontraído e informal. De início, não entendemos bem como funcionava a dinâmica do restaurante, vimos muita gente sentada no balcão e em pé na lateral, bebendo vinho e conversando.
Balcão e Parte lateral

Balcão com opção de bebidas no quadro

Um rapaz nos informou que deveríamos pedir a mesa para a atendente no balcão, assim como a bebida de entrada. Pedimos uma jarra de vinho e ela nos informou que pagaríamos ao fechar a conta.
Uma hora depois, ela nos chamou e nos levou até a mesa. Não só ela controla a fila de cabeça, como também o pedido de cada um pelo nome e fisionomia.
Nós já na mesa


Eu como não estava com muita fome, pedi somente uma entrada e tive que aturar o muxoxo da atendente por não pedir o prato principal.Pedi o ravioles de lagoustines mousseline artichaud (massa recheada com lagostins ao molho de espuma de alcachofras, por 16 euros). Estava maravilhoso!! Ao final, pedi a famosa La Fabuleuse (torta de chocolate com chantilly).
Meu raviole




Sobremesa
O Gustavo, como sempre, mais arrojado, comeu la pomme de terre confit au pied de porc (Pé de porco com batata confit), que segundo ele (socorro...rs) estava maravilhoso.
Prato do Gustavo

Estava tudo maravilhoso, e apesar de ser o último lugar na nossa avaliação, foi excelente. A má colocação no ranking se dá por ser mais simples (e óbvio mais barato), que os demais. Os vinhos custam a partir de 4 euros a taça, e podem ser vendidos em meia garrafa (pichet). Mas cumpre totalmente o prometido. Comida saborosa, bem feita, a preços módicos. Super recomendo!!!

Chef responsável - Philippe Cadeau
135, rue Saint-Dominique, 7th

Lunch:12 noon - 4pm
Dinner: 7pm - 11pm
Closed on Sunday

Kong

Na nossa modesta opinião, este foi o número 1, the best of Paris in this trip. Talvez seja por este motivo que já tenha figurado em Sex and the city e etc... 

O Lugar é único, decorado por  

Philip Starck com suas cadeiras transparentes, seu design moderno e arrojado e suas mulheres lindas de várias raças. 





Detalhe das cadeiras e do teto



A comida é MARAVILHOSA!!! Ainda por cima, o bar nos fins de semana vira uma boite, super bem frequentada e com um DJ que arrebenta!!! Assim sendo, a dica é ir no sábado e dar uma esticadinha.
O bar, onde rola a boite
 Nós escolhemos peixe para comer, eu um branco suave e o Gu um atum, ambos super saborosos, pena que não tiramos fotos. A minha escolha foi o Black cod au miso, legumes sutes au wok por 32 euros e o Gu o Than Poele au Curry Rouge, por 30 euros. O meu era suave e saboroso, mas o dele era bem mais marcante, o que me fez preferir o dele, embora ambos fossem muito bons.
Entrada do Kong


As garrafas de vinho custam a partir de 40 euros, um pouco mais caro que o Les cocottes.



Site: http://www.kong.fr/. 1, Rue du Pont Neuf.



              

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vale do Loire - Como chegar, onde ficar, o que ver, onde comer - Parte final

Nossa, nunca demorei tanto para escrever sobre uma viagem!!! Peço desculpas a todos, vou tentar dar uma agilizada, já que falta Paris, Londres, Budapeste e NY.. Ufa!!!

No nosso último dia em Vale do Loire, acordamos bem tarde, afinal o hotel era ótimo para relaxar e fomos para  Chenonceau. Localizado ao sul de Amboise, este foi o mais bonito que vi, com uma ala construída acima do Rio Cher.


O castelo de Chenonceau também é conhecido como castelo das sete damas, por ter sofrido influências de suas donas, e está cheio de fofocas rodeando o triângulo amoroso do rei Henrique II, sua esposa Catherine de Médici e sua amante Diane de Poitiers.

Katherine Briçonnet coordenou sua reconstrução em 1514, sendo desapropriado e ao Rei Francisco I por débitos não pagos à Coroa. Depois da morte deste monarca, em 1547, passou às mãos do rei Henrique II da França, que o deu de presente à sua amante, Diane de Poitiers, que construiu a ponte com arcos sobre o rio.
Em 1559, com a morte do rei, sua esposa Catherine de Médici assumiu o trono da França e pediu ao castelo, mandando a amante para o lindo  castelo Chaumont-sur-Loire (nossa, como a Catherine é desprendida, eu mandava ela para o quinto dos infernos...rs).
Catherine construiu um salão acima da ponte, conhecido como galeria, e passou a ter o castelo como um dos seus preferidos, estando o seu quarto aberto à visitação, bem como os jardins de Diane e Catherine.
Galeria

Quarto de Catherine

O triângulo amoroso pode ser visto no teto do castelo, onde as iniciais de Diane parecem a união de C e H, de Henrique e Catherine, provavelmente essa confusão foi pensada por ele. Vai dizer que esse Henrique não era um canalha engenhoso?!
Iniciais de Henrique e Catherine

Iniciais de Diane, não parece a soma das anteriores?

Com a morte de Catherine, em 1589, o palácio passou para a sua nora, Louise de Lorraine- Vaudemont, esposa de Henrique III. Em Chenonceau, Louise recebeu a notícia do assassinato do seu marido e caíu num estado de depressão, passando o resto dos seus dias vagueando sem destino ao longo dos vastos corredores do palácio, vestida de roupas matutinas entre sombrias tapeçarias pretas, onde foram cosidos caveiras e ossos cruzados. Nesta fase, as grandiosas festas cessaram, passando o palácio a viver numa permanente atmosfera de luto. O quarto de Louise também exposto para visitação, tem um quê de sombrio.
Após a visita almoçamos no LÒrangerie, o restaurante do castelo. É uma excelente opção, lugar charmoso, boa comida e bom preço.
LÒrangerie

Saindo de Chenonceau fomos para Amboise, bem pertinho dali.
Nossa primeira parada foi no castelo de Amboise, localizado numa subida, oferecendo vista panorâmica da cidade. Catherine e Henrique criaram seus filhos lá, mas a nobreza perdeu seu interesse por Amboise. Em 1515, o rei Francisco I foi coroado lá, tendo trazido Leonardo da Vinci para reformar algumas alas do palácio. Leonardo se instalou em Clos Lucé, uma propriedade próxima, emprestada pelo rei e ligada por passagem subterrânea ao castelo.

Lá Leonardo permaneceu até a sua morte, abrigando hoje um museu. Em 1519, foi enterrado na capela de Saint-Hubert, anexa ao castelo de Amboise.
Túmulo de Da Vinci



Saindo de Amboise fomos para Tours, situada entre os rios Loire e Cher. Achei Tours bem mais agradável que Amboise. Há um calçadão cheio de flores beirando toda a margem do Loire e além de estar cheia de lojinhas, cafés e restaurantes charmosos, tem como ponto alto a Basílica de St-Martin e a Catedral St-Gatien.
Dicas:
Restaurante agradável em Tours- Rive Gauche
Site: www.tours-rivegauche.com
Excelente para comprar Miu Miu e Prada. Bolsas de couro a E 600
9, Rue des Halles indo para basilica


Bar descoladinho na rue du Change, próximo da rue des Halles e Basílica





quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vale do Loire - Como chegar, onde ficar, o que ver, onde comer - Parte II

Depois de Orleans seguimos para Villandy, para conhecermos o Castelo de Villandry. A cidade é pequena, medieval e quase fantasma!!!
Antes de chegar ao castelo tem umas construções com delis charmosas, farmácia e logo após um estacionamento à direita, onde pode-se observar a linda vista do Rio Cher, que banha o castelo.
Vale do Cher

Após o castelo, o Rio Cher se encontra com o Loire, criando um espaço de terra denominado "o fim do mundo". Assim sendo, posso dizer que esta minha viagem me levou para depois do fim do mundo.... rs

O castelo de Villandry foi um dos últimos a ser construído na região durante o período Renascentista e apesar de ser o caçula, de sua estrutura original somente a torre foi mantida.

Villandry

Em 1189, quando ainda era uma fortaleza medieval, Vilandry foi palco de uma grande vitória francesa, quando os ingleses reconheceram sua derrota perante ao rei da França, Felipe Augusto. E as regiões Normandia, Bretanha, Maine, Touraine, Anjou, Poitou e Aquitânia voltaram ao domínio francês.
Devido à cara manutenção, o castelo passou pela mão de diversas famílias ricas ao longo dos séculos, até ser restaurado e aberto à visitação pública.



A melhor parte e também a mais famosa, é sem dúvida o jardim. Ou melhor, os jardins! São três níveis, sendo o primeiro e o segundo jardins ornamentais, montados em duas épocas do ano - primavera/verão e outono/inverno, composta por legumes, flores e plantas medicinais, num colorido indescritível. Um dos pontos altos são os arbustos que parecem dançar entre si e que representam as quatro faces do amor: o amor terno, o passional, o volúvel e o trágico.

Jardim do amor
 O Último nível é o espelho D´água, que irriga todos os outros jardins.
Espelho d'água
A saída se dá pela lateral e já nos deparamos com paisagens lindas, uma igrejinha medieval com um calabouço e casinhas com flores na janela. Vale a pena percorrer a rue de la Mairie e sentir o clima. No fim da rua, já na rue Principale entramos numa Deli e saboreamos uma deliciosa quiche de alho poró...hummm


Igreja medieval próxima à saída do castelo


Villandry



3 Rue Principale, 37510 Villandry, France

Após a visita seguimos para o hotel, um chateau super charmoso, o Chateau de Beaulieu. Ele faz parte dos Relais e Chateaus, que conjuga chateaus com conforto da modernidade e restaurantes com chefes renomados.


Chateau de Beaulieu

O lugar era agradabilíssimo e desfrutamos de um jantar delicioso regado a vinhos regionais. Comi um delicioso peixe branco com risoto de queijo de cabra e o Gustavo comeu pombo (argh!!!)... Diz ele que estava bom...rs
As sobremesas eram boas, mas nada demais, o melhor era o prato salgado.
Restaurante do Chateau de Beaulieau


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vale do Loire - Como chegar, onde ficar, o que ver, onde comer - Parte I

A região do Vale do Loire desde 2000 configura a lista da UNESCO de patrimônio cultural da humanidade, sendo conhecido como o berço da língua francesa e jardim da França. Engraçado esta descrição, pois para mim era conhecido como o lugar dos castelos...rs


Ok, é o lugar dos castelos, mas é muito mais o jardim da França. Afinal, castelo por castelo, concordo com a Lina do CP - como o Louvre não há. E sinceramente, são tantos na região do Loire que fica mais do mesmo.
Estou dizendo com isso que estando em Paris não vale a esticadinha?!? Jamais...

O que quero dizer é que pra mim a região é muito mais do que visitas a castelos. A paisagem do caminho é estonteante, as cidadezinhas medievais um charme, os restaurantes deliciosos, os vinhos enebriantes, a história contagiante, e os castelos.... interessantes.
Por esse meu ponto de vista, torna-se desinteressante aquele bate e volta de ônibus com visitas a castelos, pois perde-se o melhor da região - o resto, fora castelos.
Vou relatar o que fizemos que me deixou completamente fascinada pelo lugar.

Alugamos um carro em Paris bem cedo, já tinha comprado o GPS, e rumamos para a região. Ficamos dois dias e duas noites por lá e foi mais do que suficiente. Gastamos de gasolina 70 euros e devolvemos o carro no aeroporto, de onde embarcamos para Londres. Com isso, economizamos o táxi para o aeroporto, que ia sair quase o que gastamos de combustível para toda a viagem. Totalizando os gastos para o casal:


Aluguel do carro (3 diárias)  -  145 euros
Hospedagem no castelo (2 noites) - 230 euros
Combustível - 70 euros
Pedágio - 40 euros
Entrada nas atrações - 33 euros

Total: 259 euros por pessoa para dois dias. Vi a empresa que faz a excursão de um dia e o preço é de 216 euros por pessoa. Ou seja, acho que não vale muito pois o preço é quase o mesmo e vc aproveita muito pouco. Além disso, ainda economizamos o táxi para o aeroporto, o que faz ficar o mesmo preço da excursão.

Nosso roteiro começou por Orleans, cidade conhecida pelo feito de Joanna D´Arc. A cidade dista cerca de 1h e meia de Paris e é super agradável, com suas construções medievais e ruelas vazias. As mais características são a Rue Royale e a Rue de Bourgogne.
Ar medieval transbordando romantismo
As principais atrações são a Cathédrale Sainte-Croix, a Place du Châtelet com seu ar renascentista e suas lojinhas, a Place du Martroi que tem a estátua de Joanna D`Arc e de onde pode-se alugar bicicletas para percorrer a cidade e a Casa de Joanna.

Place du Martroi 

Cathédrale Sainte-Croix

Place du Châtelet




Só a título de curiosidade, Joanna não nasceu e nem viveu em Orléans. Ela se tornou famosa durante a guerra dos cem anos, quando a Inglaterra praticamente dizimava a França (1337-1453) a fim de tomar o trono Francês e controlar a  região de Flandres, rica na produção de tecidos.


Em 1429, a libertação de Órleans vira o vento favor dos franceses. Joanna DÁrc, muito religiosa, dizia ouvir vozes desde os 12 anos que a instruíam a sair de sua vila, na região de Champagne e vai até a corte, convencer o rei Carlos VII (meio encostadão e inseguro) a  deixá-la liderar o seu exército e tomar a praça de Orleans. 

Chegando a Orleans Joana foi conduzida à residência de Jacques Boucher, tesoureiro duque de Orleans, onde atualmente situa-se a casa de Joanna em Orleans, que conta a sua história.
Casa de Joanna D´Arc

Depois de sua vitória em Orleans, a mesma levou o rei até a catedral de Reims para que ele fosse coroado.

A liderança e carisma, junto à vitória inflamou o sentimento nacionalista francês o que propiciou, alguns anos depois, importantes ofensivas francesas, derrotando os ingleses em Formigny e Castillon (1453), quando foi conquistada a cidade de Bordeaux, finalizando a guerra.

Na primavera de 1430, Joanna tenta libertar a cidade de Compiègne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa e entregue aos ingleses. Na intenção de abafar o nacionalismo francês eles a processam por bruxaria e heresia, para que caia em descrença. É condenada em Rouen,onde é queimada viva em 30 de maio de 1431, aos 19 anos.

Dicas: Não é muito difícil achar vaga na cidade, mas deve-se pagar numa máquina eletrônica o tempo estimado e colocar o ticket no parabrisa. Eles multam mesmo!!!
Vimos 2 carros multados onde estacionamos, próximo à Praça dur Matroi. De lá faz-se tudo a pé, ou de bicicleta ou de metrô de superfície.
Os restaurantes fecham as 14h para o almoço, então não perca a hora. Perdemos e não almoçamos..rs
Tínhamso reserva para o La Terrasse du Parc, feita pelo thefork.com, mas acabamos perdendo a hora.
É surreal numa cidade medieval e pequena ter um shopping com.. Gallerie Laffayette!!! Mas lá tem..rs