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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vinhos húngaros

Por Gustavo Bonelli

Se nas primeiras viagens, com orçamento super apertado, tínhamos que economizar almoço pra ter jantar, hoje programamos quase tudo em função dos prazeres à mesa. E dessa última vez não foi diferente. Só por um detalhe: Budapeste, para a qual não guardávamos a menor expectativa, foi uma grata surpresa.

Com um destino pouco convencional, fizemos nosso dever de casa e pesquisamos sobre algumas possibilidades, mas mesmo assim não sabíamos ao certo o que iríamos encontrar. Além da boa comida, pra mim o grande destaque foram os vinhos. Que me desculpem os enólogos de plantão mas não imaginava as boas ofertas húngaras a preços tão bons.
           
O Vinho Famoso

Apesar de atualmente existirem vários tipos de vinhos provenientes das diferentes regiões, a Hungria tem como mais conhecido internacionalmente o famoso Tokaji (lê-se tokay)tal como o vinho do Porto está para Portugal. Trata-se de um vinho licoroso, com uma coloração acastanhada e com um elevado grau de oxidação, podendo mesmo assemelhar-se ao vinho Jerez (produzido na região de Jerez, sul da Espanha).


Tokaji Aszú

O Tokaji é envelhecido em grandes barris, sob uma película de leveduras comparáveis à flor que podemos observar no Jerez. Há vários estilos de Tokaji, com diferentes graus de doçura. Os mais doces provêm da adição ao vinho de base de uvas com elevado grau de podridão (também designada por podridão nobre), como resultado da presença de um fungo denominado Botrytis cinerea, dando origem à formação de uma massa pastosa. Esta massa adicionada ao vinho de base é armazenada em recipientes próprios chamados puttonyos (a cada puttonyos correspondem 25 kg da massa pastosa). Nos rótulos destes vinhos encontramos obrigatoriamente o número de puttonyos adicionados (varia de 3 a 6).

O vinho assim obtido é então loteado e envelhecido em barris de madeira durante vários anos. Tal como o vinho do Porto Vintage, produzido a partir de uvas cultivadas em um ano de excepcional qualidade, o Tokaji Essencia reflete também este fato, já que é produzido a partir de colheitas de elevada qualidade, sendo aquele que apresenta, por outro lado, um grau de doçura mais elevado.

Podemos ainda encontrar outro tipo de Tokaji, designado por Szamorodni, que é obtido a partir de uvas que foram só parcialmente afetadas pela Botrytis cinerea.

Outros Vinhos

Em relação aos vinhos tintos, a principal região vitivinícola localiza-se a noroeste, designada por Villány-Siklós. É uma zona que, por estar rodeada por um conjunto de montanhas, permite a existência de um microclima similar ao mediterrâneo.


Vinho Olaszrizling, região de Villányi

Os vinhos tintos aí produzidos são de elevados teores alcoólicos, encorpados e capazes de um envelhecimento mais ou menos acentuado. As castas mais utilizadas nesta região são Kadarka, Blue Portugais (consideradas castas tradicionais), Merlot, Blue-Frankish, Zweigelt, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dicas de Restaurantes em Barcelona

Eu adoro esse IG Luxo!!! As dicas são excelentes, como estas que compartilho com vcs:

Cozinhas que respiram tradições e inovações

Sete experiências gastronômicas imperdíveis em Barcelona

Felipe Ribenboim, especial para o iG | 27/12/2010 07:58

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Vou para Barcelona com certa frequência, por motivos de trabalho. Tenho uma relação antiga com a cidade. Foi lá que decidi mudar o rumo de minha vida profissional, me distanciar - com certa atração - da arquitetura e me aprofundar na paixão de cozinhar, e disso depender minha vida. Nestes últimos cinco anos vi uma cidade diferente da Barcelona que conheci em 2001, a crise mexeu na cidade de uma maneira perceptível a um viajante anual, mas me surpreendi em minha última visita, este ano. 

Foto: Getty Images
Descobrir os sabores do mercado de La Boqueria, nas Ramblas de Barcelona é passeio imperdível

Uma cidade cosmopolita, moderna e arcaica, vanguardista e rústica, que olha para frente e ao mesmo tempo para si mesma. É esse o espírito da cidade que eu vi renascendo em Barcelona. E, com isso, novos restaurantes e novas maneiras de comer, reerguendo assim a economia e a auto-estima dos cidadãos. Como escreveu Toni Massanés no blog espanhol 7 caníbales, “si la realidad está cambiando, adaptémonos a ella”. Mais adiante, no mesmo texto, o autor – atual diretor geral da Fundação Alícia, na Espanha – completa, em uma tradução literal: “Por sorte, a maioria (dos bares e restaurantes) já estão correndo e reagindo com imaginação, porque além de criarem riquezas, representam um serviço público. E até uma indústria cultural”.



Surgem novos restaurantes, novos conceitos de comer, de exaltar a cultura espanhola e catalã. Sugiro sempre viajar e sentir-se como um habitante da cidade, em qualquer lugar deste mundo. Comer comida de rua, de mercado, de alta gastronomia, de luxos e de simplicidades. Cozinhas que respiram tradições e inovações. Citarei algumas experiências que me surpreenderam recentemente:


Foto: Divulgação
Bancada de peixes e frutos do mar na peixaria La Paradeta
1- Gresca
Gostei muito do Gresca, que trouxe uma nova roupagem à cozinha de mercado, de produtos, com primor e habilidade, com uma proposta de simplicidade e rigor. Suas fórmulas de menu de almoço, de seu cardápio pequeno e interessante. Não me esqueço até hoje do ponto do rape (lotte em francês, tamboril ou peixe-sapo em português) a mim servido. 

2- La Paradeta

Sempre vou lá. Em Born, atrás do mercado antigo, filas se formam para selecionar os peixes e frutos do mar expostos em uma bancada com gelo. Escolha o peixe que mais lhe agrada, diga como prefere - se grelhado, frito ou à la plancha. Tudo fresquíssimo. Imperdível, para comer com as mãos. Qualquer restaurante do grupo Tragaluz é uma sensação à parte. Como me encanta a cozinha de mercado! Nada melhor do que comer dentro de um deles. 



Foto: Divulgação
Ingredientes sempre frescos no Cuines Santa Caterina
3- Cuines Santa Caterina
Localizado no mercado de Santa Caterina, ali se come muito bem em um ambiente sem estoques, tudo retirado direto das bancas de venda.


4- La Masia de la Boqueria
No mercado da Boqueria estão magistralmente exibidos belos frutos do mar, peixes frescos ou fresquíssimos cogumelos. Um sonho ao vivo e em cores. Escolher os frios e embutidos no La Masia de la Boqueria, nos últimos corredores deste mercado e comê-los na praça, num bom bocadillo com queijos ou mortadela com trufas ou um simples entrepan de jamon iberico de bellotas. Para finalizar, compre as boas massas do Pazzta 920, no final do mercado, e cozinhe em casa. 


5- Saüc 
Neste restaurante uma estrela Michelin, no bairro Eixample, em Barcelona, opte pelo menu degustação, dirigindo-se por um passeio pela cultura catalã, de raiz e com criação. 



Foto: Divulgação
Dos Palillos, comandado pelo chef Albert Raurich, ex-elBulli
6- Dos Palillos
Criação, primor e fusão. Algumas palavras que me vem à mente quando somo minhas duas experiências no Dos Palillos, do chef Albert Raurich, com quem trabalhei no elBulli. Albert foi chef de cozinha do elBulli de 1999 a 2007. Em seu restaurante, sente-se no balcão ao fundo, local destinado somente ao menu degustação (no balcão da frente, para quem quiser somente tapear e beber). 


Com sua cozinha aberta, acompanhe os cozinheiros a disporem pratos memoráveis e inusitados. O espaço prima pela fusão das cozinhas asiáticas e espanhola. Desta última vez, saí de lá revendo muitos conceitos, principalmente depois de comer sashimi de sassame - parte nobre do peito do frango, rapidamente passado perto das brasas, dando ao frango cru um leve toque defumado. Ao final deste prato estava a ponto de pedir para repeti-lo. Ao mesmo tempo em que perdia o chão, ganhava novos tetos, de tão genial e inovador. 



Foto: Divulgação
Fora de Barcelona, o Celler de Can Roca vale a viagem a Girona
7- Celler de Can Roca
Saia de Barcelona e tome rumo à Girona. Uma das mais memoráveis refeições que tive foi no Celler de Can Roca, três estrelas no guia Michelin. Delicie-se no menu mais extenso que eles tiverem à oferecer (harmonizado com vinhos, sempre!), pois a experiência é daquelas que queremos guardar na memória e repetir o mais breve possível.


Serviço:
Celler de Can Roca
Can Sunyer, 48 - Girona (Espanha)
Tel: +34-972-222-157




Cuines Santa Caterina
Mercado Santa Caterina
Av. Francesc Cambó, 16, Cidade Velha - Barcelona
Tel: 93-268-9918
Dos Palillos
Elisabets,9, Raval - Barcelona
Tel: 93-304-0513
Gresca  
Provença, 230 - Barcelona
Tel: 93-451-6193 


La Masia de la Boqueria 
La Rambla, 89 bis - Barcelona


Carrer Comercial, 7 - Barcelona
Tel: 93-268-1939
Saüc
Ptge. lluis Pellicer, 12, Baixos - Barcelona
Tel: 93-321-0189

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Restaurantes em Paris - Parte I

Apesar do atraso, antes tarde do que mais tarde...rs
Visitamos alguns restaurantes em Paris e vou compartilhar com vcs nossa experiência e avaliação em cada um deles. Segue a tabela e os quesitos que usamos para avaliar cada um deles:

Les Cocottes

O chef Christian Constant foi um dos criadores da bistronomique, o conceito de comida estrelada de qualidade e com preços acessíveis e o Les Cocottes é um dos mais badaladinhos, tendo sido visitado pelo presidente Sarkozy. Nós, Joe e Lara fomos lá conferir e aprovamos a escolha do chefe de estado.

Gus e Joe

Eu e Lara

Uma coisa importante de se lembrar é que a casa não aceita reservas e está sempre cheia.
Assim que chegamos, notamos que o lugar estava cheio (bem cheio mesmo) de gente animada e bonita, num clima descontraído e informal. De início, não entendemos bem como funcionava a dinâmica do restaurante, vimos muita gente sentada no balcão e em pé na lateral, bebendo vinho e conversando.
Balcão e Parte lateral

Balcão com opção de bebidas no quadro

Um rapaz nos informou que deveríamos pedir a mesa para a atendente no balcão, assim como a bebida de entrada. Pedimos uma jarra de vinho e ela nos informou que pagaríamos ao fechar a conta.
Uma hora depois, ela nos chamou e nos levou até a mesa. Não só ela controla a fila de cabeça, como também o pedido de cada um pelo nome e fisionomia.
Nós já na mesa


Eu como não estava com muita fome, pedi somente uma entrada e tive que aturar o muxoxo da atendente por não pedir o prato principal.Pedi o ravioles de lagoustines mousseline artichaud (massa recheada com lagostins ao molho de espuma de alcachofras, por 16 euros). Estava maravilhoso!! Ao final, pedi a famosa La Fabuleuse (torta de chocolate com chantilly).
Meu raviole




Sobremesa
O Gustavo, como sempre, mais arrojado, comeu la pomme de terre confit au pied de porc (Pé de porco com batata confit), que segundo ele (socorro...rs) estava maravilhoso.
Prato do Gustavo

Estava tudo maravilhoso, e apesar de ser o último lugar na nossa avaliação, foi excelente. A má colocação no ranking se dá por ser mais simples (e óbvio mais barato), que os demais. Os vinhos custam a partir de 4 euros a taça, e podem ser vendidos em meia garrafa (pichet). Mas cumpre totalmente o prometido. Comida saborosa, bem feita, a preços módicos. Super recomendo!!!

Chef responsável - Philippe Cadeau
135, rue Saint-Dominique, 7th

Lunch:12 noon - 4pm
Dinner: 7pm - 11pm
Closed on Sunday

Kong

Na nossa modesta opinião, este foi o número 1, the best of Paris in this trip. Talvez seja por este motivo que já tenha figurado em Sex and the city e etc... 

O Lugar é único, decorado por  

Philip Starck com suas cadeiras transparentes, seu design moderno e arrojado e suas mulheres lindas de várias raças. 





Detalhe das cadeiras e do teto



A comida é MARAVILHOSA!!! Ainda por cima, o bar nos fins de semana vira uma boite, super bem frequentada e com um DJ que arrebenta!!! Assim sendo, a dica é ir no sábado e dar uma esticadinha.
O bar, onde rola a boite
 Nós escolhemos peixe para comer, eu um branco suave e o Gu um atum, ambos super saborosos, pena que não tiramos fotos. A minha escolha foi o Black cod au miso, legumes sutes au wok por 32 euros e o Gu o Than Poele au Curry Rouge, por 30 euros. O meu era suave e saboroso, mas o dele era bem mais marcante, o que me fez preferir o dele, embora ambos fossem muito bons.
Entrada do Kong


As garrafas de vinho custam a partir de 40 euros, um pouco mais caro que o Les cocottes.



Site: http://www.kong.fr/. 1, Rue du Pont Neuf.